# Os principais ângulos de câmera para usar nos seus vídeos

https://www.youtube.com/watch?v=Iy-N7rgAP88

[00:00] A câmera nunca é neutra.
[00:01] Todo enquadramento ele quer dizer alguma coisa.
[00:03] A gente não registra o evento.
[00:04] A gente passa experiência de quem viveu ele.
[00:06] Todo frame que a gente capta gira em pelo menos uma dessas quatro perguntas.
[00:09] Enquanto eu mostro aonde que a gente quer colocar o ponto de vista do espectador, qual tipo de movimentação a gente quer utilizar e como que eu quero que o objeto de cena seja interpretado com escri o quanto eu mostro aqui.
[00:20] A gente vai falar um pouco sobre o tamanho do T que a gente tá fazendo.
[00:23] A lógica é bem simples.
[00:25] A gente mostra como que é o mundo, a relação que o sujeito tem com esse mundo e a emoção que ele sente enquanto ele vive isso.
[00:30] Quanto mais perto a gente chega, mais íntimo a gente fica.
[00:33] O Shot, o plano que ele ambienta toda a cena.
[00:35] Ele mostra onde você tá, a escala do set e a dimensão do seu objeto.
[00:39] Ele é basicamente você repetir para si mesmo para e observa o lugar.
[00:43] E o ad shot é o plano que eu mais me interessa, porque a gente consegue mostrar de diversas formas o mesmo objeto, seja com lentes abertas de drone, a gente consegue fazer um white shot com lentes fechadas também, lentes de longo alcance.
[00:53] Dentro dos eventos, é muito importante a gente estabelecer bem quais são os white shots que a gente vai usar, porque é ele que vai vender a.
[01:01] Dimensão do evento, o quão grande foi essa experiência que a gente tá captando.
[01:05] Isso é importante tanto para as mesas reuniões, quando os clientes vão mostrar pros patrocinadores, possíveis patrocinadores, a dimensão do evento, quão grande foi o palco, como que o público se movimentou dentro dele.
[01:16] E acredite, se você sabe fazer um bom shot, isso vai mudar muito a percepção que o cliente tem do vídeo que você manda pra ele, porque você tá aqui não para fazer um vídeo bonito, mas sim para resolver o problema que seu cliente quer.
[01:27] E o problema que você tá resolvendo quando ele te contrata é basicamente mostrar o evento da melhor forma possível.
[01:32] Normalmente eles gostam de mostrar que o evento foi grande, foi bem organizado, que a estrutura foi muito boa.
[01:37] Então é sempre muito importante você pensar bem nos wide shots que você tem.
[01:41] Falando um pouco de referência aqui, cara, eh, eu trouxe alguns shots que eu acho muito interessantes pela diversidade que eles usam de lentes e por como que eles apresentam o objeto dentro da cena.
[01:53] O primeiro frame que a gente tá vendo aqui é muito interessante porque ele é um wide shot, mas ele não é feito com uma lente ultra wide.
[01:58] Ele é provavelmente com uma 24 mm, uma 35 mm.
[02:02] Só que a distância que a câmera tem do objeto principal, que nesse caso é o Kendrick Lamar, aqui no canto inferior esquerdo do frame, mostra a dimensão e apresenta o lugar onde ele tá.
[02:14] Então aqui a gente consegue entender que ele tá dentro de alguma estrutura, provavelmente uma igreja ou um colégio.
[02:21] Dá para ver aqui pelas portas, mas coloca ele num lugar de meio que submissão a cena, porque a gente pode ver que tem uma luz vindo de cima dele e ele tá muito pequeno aqui no quadro.
[02:32] O segundo aqui que eu tô mostrando, ele é um long shot, mas ele também é wide ao mesmo tempo porque ele situa aonde o nosso objeto tá.
[02:39] Nesse caso aqui, a gente consegue ver que o objeto ele tá bem pequeno no centro da imagem e ele tá de frente para um carro, provavelmente num estacionamento.
[02:47] E de novo ele não foi usado uma lente ultra wide para fazer isso.
[02:51] Aqui a gente tem um projeto muito interessante que a gente rodou em Fernando de Noronha junto com a AMAX, a marca de cartões, que eu acho esse take aqui magnífico.
[03:00] Ele é feito de ronin com uma 24 mm, Sony.
[03:03] FX3.
[03:05] E olha só como a gente consegue situar bem o objeto nessa cena.
[03:10] É um quiosque que ele tá de frente pro mar, um lugar paradisíaco, o sol entrando muito bem.
[03:14] A gente consegue ver que tudo é muito clean, como o cliente queria passar.
[03:21] A experiência Max é muito clean, é muito limpa, é muito linda.
[03:25] Eu acho que tem tudo a ver com esse take que a gente fez.
[03:27] Aqui a gente tem o take de drone do último show da turnê do ano passado do Mato Grosso que a gente fez no Allianz Park.
[03:33] Aqui a gente passa toda a dimensão do projeto, quão grande é a área de público desse projeto.
[03:37] A gente vê o palco aqui na extrema esquerda do frame e a gente consegue mostrar o mar de gente, a dimensão que tava esse show.
[03:44] Tá lindo aqui, que eu sou apaixonado por ele.
[03:45] O aberto é só pra gente situar o lugar, é a primeira impressão, é pra gente dizer: ó, presta atenção aqui.
[03:50] Falando um pouco do vídeo shot, ele é a cola entre o ambiente e o seu objeto de interesse.
[03:53] Ele é um plano de transição entre o lugar e o sentimento.
[03:57] Se eu fosse colocar em números, eu acho que o mid shot ele é responsável por mais ou menos 50% dos takes que a gente coloca na nossa edição.
[04:02] Por ser um tipo.
[04:04] De plano que ele se aproxima muito ao olhar humano, que se for convertido para lentes e objetivas e cerca de 35 mm, ele é um plano que começa a fazer a transição para o que a pessoa tá sentindo dentro desse ambiente que você já apresentou no White Shot.
[04:18] Por ele ser um plano bem coringa e muito utilizado, é o plano que vocês estão vendo aí, por exemplo.
[04:21] Ele ambienta um pouco da situação que você se encontra, mas ele também traz um pouco da conexão entre objeto de cena e o espectador.
[04:29] Aqui tem um take muito interessante que a gente fez no projeto de Amex, onde a gente consegue ver o nosso personagem [música] principal no centro da imagem com esse primeiro plano bem desfocado, é dessas duas cadeiras, onde a gente consegue conectar um pouquinho mais com ele.
[04:42] [música] É, ainda não é um closeup, mas a gente mostra um pouco do ambiente onde ele tá inserido [música] ainda, só que dando mais atenção já pro personagem principal.
[04:51] Aqui tem um plano muito interessante também, onde a gente tá partido de um plano médio plano aberto, onde a gente vê nossa personagem [música] principal, que é essa mulher com movimento descortinando pra vista onde ela tá inserida.
[05:00] É um take muito interessante também que a gente consegue inserir nosso personagem no ambiente que.
[05:05] Ele tá, mas sem deixar de ter o contato ali mais próximo dele.
[05:07] Esse é o ponto que a gente mais vê por aí, é o que sustenta a nossa narrativa antes de chegar na emoção do nosso objeto.
[05:13] Tô falando de emoção, agora é onde a gente vai valorizar o sentimento do seu objeto.
[05:17] Cruz é emoção, rosto, mãos, detalhes.
[05:20] No evento é a lágrima, é o sorriso, é o olhar, é a textura, é o detalhe da roupa de alguém.
[05:24] Isso é muito importante pra gente conectar quem tá assistindo com a experiência que foi viver o evento mesmo.
[05:30] Inclusive, eu consigo fazer um close-up pedindo para vocês comentarem aqui o que vocês acharam desse vídeo e se vocês têm alguma sugestão para próximos conteúdos que a gente possa fazer.
[05:38] E pô, também não esquece de dar o like aqui que esse conteúdo deu trabalho para fazer.
[05:41] E não esquece de se inscrever no canal, né, mano?
[05:44] Se tu não é inscrito ainda, por favor, se inscreva, faça esse favor pra gente, pra gente sempre manter essa dinâmica de conteúdo sendo criado aqui, que é uma parada que a gente tem trabalhado bastante ultimamente, tá sendo bem legal pra gente.
[05:54] Espero que para vocês também.
[05:56] É nós, família.
[05:58] Eu gosto muito do close up porque a gente consegue ser mais conceitual e menos literal.
[06:02] E o foco, eu acho que ele vira uma ferramenta da gente poder criar.
[06:05] Também com isso.
[06:07] Eu, por exemplo, gosto muito de fazer takes com lente bem fechados, por exemplo, uma 70 200, eh, onde o nosso objeto principal, ele tá desfocado e a gente tá focando somente no fundo.
[06:14] Eu acho que isso traz, eu acho que isso traz um olhar totalmente diferente pro filme e uma experiência como se fosse de sentimento do que a pessoa tá sentindo, que ela não tá, que ela não tá se enxergando, ela tá enxergando o que tá em volta dela, mas ela tá ali dentro também do freio, entende?
[06:28] Ele é um recurso muito interessante também para dar ritmo na edição.
[06:30] Idealmente, ele não é usado com tanta frequência porque isso desconecta um pouco do ambiente e causa menos impacto quando você vê ele na tela.
[06:37] Ele se torna interessante porque ele é raro.
[06:39] Aqui nesse plano, por exemplo, a gente tá mostrando o detalhe do jogo de mesa e quão importante é prestar atenção nas pequenas coisas.
[06:44] Isso mostra pro espectador do vídeo que a marca ela toma cuidado com cada ponto de interação do cliente com essa experiência.
[06:51] Por exemplo, para fazer um take de close up, você pode, por exemplo, usar uma lente macro, como nesse take aqui.
[06:54] Para mim, esse take aqui é o ápice de como passar sentimento dentro de um vídeo.
[06:57] A forma com que a gente chega tão próximo do olho da pessoa, como o foco, ele tá muito bem crafado, exatamente no meio da tela, transforma a gente no objeto de.
[07:07] Cena.
[07:07] Parece que a gente tá sentindo que o personagem tá sentindo.
[07:11] Esse Kir é muito interessante porque, além da gente ter a distorção do background aqui desse frame, eh, ele conecta muito bem o que o personagem tá sentindo.
[07:17] A gente consegue ver ali no olhar desse personagem que ele parece meio perdido.
[07:21] É, a gente consegue sentir realmente a emoção que é ser o personagem aqui nessa cena.
[07:26] Inclusive, se você não assistiu esse filme aqui, vai assistir, porque ele é muito interessante como que o diretor de fotografia, ele consegue passar diversos sentimentos com diversos ângulos de câmera, milimetragens diferentes.
[07:37] Eu acho que é uma aula de cinematografia esse filme aqui.
[07:39] E é muito único também.
[07:41] É muito importante a gente conseguir passar o sentimento que o objeto tá sentindo, mas também é importante a gente colocar o espectador no ponto de vista dele.
[07:47] Além da gente falar sobre sentimento, é importante a gente se colocar no ponto de vista do objeto que a gente tá filmando.
[07:52] E agora a lógica é outra.
[07:54] Não é mais sobre distância, agora sobre imersão.
[07:55] Eu separei aqui dois exemplos de ponto de vista dos mais comuns que a gente vê normalmente em filmes.
[08:00] O primeiro que eu separei aqui é O Shoulder, traduzido do inglês, é por cima do ombro.
[08:04] Aqui a gente tenta mostrar um pouco mais da ação do nosso.
[08:08] Personagem e passa o sentimento pro espectador que ele tá dentro da cena ali fazendo ação junto do nosso personagem principal.
[08:12] Eu acho que o exemplo mais claro que a gente tem de planos over the shoulder seriam de cenas de diálogo, onde a gente tem um personagem conversando de frente pro outro.
[08:20] Nesse caso, o over the shoulder é muito utilizado como plano e contraplano, onde a gente tem um eixo sendo fotografado pro personagem A e o outro eixo sendo a visão do personagem A pro personagem B.
[08:31] E é muito normal a gente ver nessas cenas de diálogo uma técnica chamada de plano e contraplano, onde a gente assume que o nosso plano ele é fotografado por cima do ombro do personagem A, olhando para o personagem B.
[08:40] E o nosso contraplano é o ponto de vista do personagem B, por cima do seu ombro para o personagem A.
[08:45] Como nesse plano aqui, eu acho que tem uma dinâmica muito interessante acontecendo.
[08:48] Se liga só.
[08:49] A gente consegue ver aqui no primeiro plano na esquerda o Denzel Washington completamente fora de foco, quase olhando em direção à câmera.
[08:55] Só que no lado direito do frame a gente consegue ver um espelho mostrando a nuca do Denzel e a gente consegue identificar o personagem com quem ele tá conversando.
[09:02] Então fica um plano muito interessante de over the shoulder do primeiro personagem, olhando pras costas dele.
[09:08] Que é um espelho e novamente over the shoulder dele mesmo, só que olhando agora pro segundo personagem que ele tá conversando.
[09:15] Com exemplo aqui que a gente também tem de Over the Shoulder Batman, onde a gente tem o nosso personagem principal que é o Batman.
[09:22] Ao invés de ser colocado num dos cantos do frame, ele tá bem no meio do frame, só que completamente fora de foco, para tentar passar esse ponto de vista dele olhando pra cidade de Gotham.
[09:31] Então é muito interessante também pra gente conseguir situar a situação com que o personagem aqui que a gente consegue ver ele muito bem é tá situado no ambiente dele, sabe?
[09:41] E aqui outro tipo de composição seria o ponto de vista onde a gente literalmente tá dentro da cena com o personagem principal, é o ápice da imersão, sabe?
[09:48] A gente tá ali vendo que o sujeito vê, todos os movimentos que ele faz, principalmente com as mãos.
[09:52] A gente consegue ver o corpo dele quando ele olha para baixo.
[09:55] Quando ele olha para cima, a gente vê exatamente o campo de visão dele.
[09:58] Eu acho que é muito interessante quando a gente quer passar pro espectador o real sentimento de estar presente ali, de estar dentro, como o espectador tivesse exatamente dentro dessa peça de comunicação que a gente tá gravando.
[10:07] Aqui eu acho que tem um ponto.
[10:08] Muito interessante também pra gente ressaltar.
[10:09] Hoje em dia a gente vê nas redes sociais muita gente falando sobre POV, ponto de vista, onde a gente não vai pro sentido literal da composição da câmera, mas sim da posição onde a gente quer que o nosso espectador se coloque.
[10:20] Normalmente quando a gente vê esse tipo de conteúdo, é sempre uma pessoa se filmando, só que querendo colocar o espectador no ponto de vista dessa pessoa, ajudando a ela a tomar as decisões na vida ou mostrando como é a rotina, por exemplo.
[10:32] Aqui a gente tem um exemplo muito claro também do que seria esse ponto de vista onde a gente tem a câmera posicionada exatamente onde vai o rosto da pessoa.
[10:39] Normalmente esse tipo de shot ele é feito com lentes bem grandangulares pra gente realmente ter esse quase que olho de peixe da visão que a pessoa tem, que normalmente a gente quer ter o 180 da visão da pessoa.
[10:49] Então aqui a gente mostra muito bem como se comporta esse tipo de composição.
[10:53] Aqui eu também trouxe esse outro exemplo onde parece que a gente tá no meio de uma luta e o nosso oponente tá vindo para dar um soco na gente.
[11:00] A gente vê todas as partículas de suor vindo em nossa direção.
[11:02] A gente sente essa proximidade da luta, esse sentimento de quase claustrofobia colado ali sem ter.
[11:09] Mais o que olhar além da mão dele vindo na sua direção e o rosto dele já cortado também, dando mais ainda esse sentimento de proximidade, te colocando como se você fosse tomar esse soco que tá vindo aqui na tua direção, sabe?
[11:21] E eu acho que o ponto de vista é a única ferramenta que a gente faz com que o espectador transcenda de apenas assistir o conteúdo que a gente tá filmando, mas ele passa a viver também, sentir essa experiência, sabe?
[11:30] Falar um pouco agora sobre movimento de câmera, uma parada que eu sou extremamente apaixonado.
[11:33] Acho que cabe um vídeo somente de movimentação de câmera, porque eu acho que a gente consegue colocar muita intencionalidade a cada movimento que a gente faz.
[11:40] A gente tem a diversa, é, variedade de movimentos de câmera, então talvez botar outra pessoa para falar sobre isso vai ser muito interessante pra gente.
[11:47] Mas eu trouxe aqui um movimento de câmera que a gente chama de track and shot ou plano de acompanhamento, onde a gente foca no nosso objeto principal e para onde ele move a gente acompanha ele.
[11:57] Esse tipo de movimento a gente consegue ver muito nos aftermovies que a gente produz aqui dentro.
[12:00] Quando a gente tem, por exemplo, um público correndo em direção ao palco ou quando um artista tá se movimentando em cima do palco, a gente gosta sempre de manter ele em foco, sempre centralizado.
[12:09] Ali e acompanhar o movimento dele para tentar mostrar um pouco da dinamicidade do show ou do evento que a gente tá participando.
[12:14] E se a gente tá falando de movimento de câmera, a gente não pode deixar de falar de alguns equipamentos que ajudam a gente a fazer essa movimentação de câmera.
[12:21] O que a gente mais utiliza aqui dentro da produtora são tripéis, gimballs e dors.
[12:25] É muito importante que você sempre saiba colocar intencionalidade em cada movimento de câmera.
[12:28] O movimento de câmera, ele sempre precisa ter uma intencionalidade à qual ele se relaciona.
[12:33] Você não pode simplesmente pegar sua câmera, fingir que é um volante e ficar rodando ela de cima para baixo, pra frente, para trás.
[12:38] A gente vê muito isso em conteúdos das redes sociais, mas é uma coisa que a gente não gosta de fazer aqui na Sand.
[12:42] A gente sempre gosta de colocar muita intencionalidade e sempre ter um porquê para fazer esse movimento, senão fica só uma câmera balançada, uma coisa que a gente não gosta de passar dentro dos filmes que a gente faz.
[12:52] Trazendo mais uma vez aqui o projeto de Amex como exemplo, a gente tem esse take muito interessante que é uma descortinada da esquerda pra direita, onde a gente mostra esses bangalis, esses guarda-çóis e todo o ambiente onde eles estão inseridos.
[13:03] Só que em primeiro plano, quando a gente começa a ter que a gente tem uma planta completamente fora de foco, o que traz um ponto de interesse é.
[13:10] Esse contraste entre foco e não foco.
[13:13] E, conforme a gente vai fazendo esse movimento, a gente revela essa paz desse lugar, esse contato com a natureza que tem esse lugar, o que era um dos grandes sentimentos que eles queriam passar dentro desses conteúdos que a gente produziu.
[13:23] Outro exemplo também que eu quero mostrar pra vocês é esse frame aqui de Mar Supreme, onde a gente consegue reparar somente pela imagem estática a movimentação de câmera e o que que a gente tá precisando e querendo mostrar dentro dessa cena.
[13:36] A gente consegue ver aqui que o nosso objeto principal, que é o Mar, ele tá no centro do frame e todo o resto tá movendo muito mais rápido do que ele, em comparação ao frame.
[13:44] Isso dá pra gente uma sensação de movimento, de velocidade.
[13:47] Nessa cena aqui em específico, ele tá correndo de policiais, então a gente precisa mostrar essa atmosfera mais rápida, mais de fuga, onde a gente consegue reparar tudo isso pelo motion blur que a gente tem nos objetos de primeiro e de fundo de plano, menos no Mar.
[14:00] Beleza?
[14:02] Então, no plano parado a gente mostra o lugar, no plano de movimento a gente mostra a jornada.
[14:05] Mas como que a gente quer que o espectador interprete o nosso personagem dentro dessa composição?
[14:09] A lógica bem.
[14:10] Simples, é pura psicologia.
[14:13] Como você quer que o seu personagem seja interpretado de acordo com cada posicionamento de câmera que você tem dentro da cena?
[14:17] Se a gente quer um ângulo mais alto de câmera, a gente tá passando inferioridade desse sujeito.
[14:21] Mas se a gente quer mostrar a superioridade do sujeito, a gente coloca a câmera um pouco mais de baixo para cima, parecendo com que ele fique um pouco maior no frame.
[14:27] No high angle a gente consegue usar muito como exemplo takes de drone, por exemplo, mostrando grandiosidade, organização do evento, por exemplo.
[14:34] Mas se a gente for falar um pouco sobre câmera, olha só como nesse exemplo, como a gente consegue sentir o tom de inferioridade do sujeito aqui nessa cena.
[14:40] Parece que ele tá perdido, que ela tá pensando em alguma coisa, mas que ela não tem a resposta pro que ela tá pensando.
[14:45] Então, parece que ela tá meio perdida ali tentando achar alguma resposta.
[14:48] E quando a gente quer dar mais esse ar de domínio, de superioridade de herói, a gente coloca a câmera um pouco mais para baixo, fazendo com que o objeto pareça maior do que ele realmente é, passando um pouco mais de confiança, quase que um tom heróico.
[14:59] Toda vez que a gente escolhe de onde filmar, a gente tá querendo passar uma sensação com isso.
[15:05] Inclusive, tem um projeto muito interessante que a gente fez da turnê do Dominguinho, onde o Pinho ele foi sozinho para captar um evento inteiro e
[15:11] Usou muito desses fundamentos que a gente passou hoje aqui nesse vídeo.
[15:13] Então, se você quer entender como a gente usa esses fundamentos no dia a dia da produtora aqui, dá uma olhada nesse vídeo.
[15:19] Aliás, tem um vídeo muito interessante que eu acabei de lembrar também, que é o makeof de closeup, onde você consegue entender também onde que a gente usou cada um desses fundamentos.
[15:26] Acho que é muito interessante para você entender como que isso funciona na prática também.
[15:28] Então, se liga lá.
