# Mesa Redonda - Encontro Presencial do GEPEM

https://www.youtube.com/watch?v=-dEzBsh5bz4
Translation: pt-BR

[00:00] parceira junta a CEDUC e com os

[00:03] professores. Então, para iniciar a nossa

[00:06] formação da nossa mesa redonda, eu

[00:08] convido então

[00:10] professora gerente, é professora também,

[00:14] a professora Laurena Rezende Carvalho,

[00:16] representando a SEDUC.

[00:20] [roncando]

[00:24] A a professora Lívia Brisola.

[00:36] e o professor Marlúcio Tavares.

[00:42] Esse momento vai ser um momento de

[00:44] conhecermos mais essa estrutura dessa

[00:47] parceria, qual o objetivo que o estado

[00:49] tem ao fazer essa parceria e os

[00:51] professores vão falar especificamente

[00:53] dentro dos seus das suas disciplinas. a

[00:56] justiça curricular e a questão da gestão

[00:58] democrática nos territórios. Então,

[01:00] professora Lorena, com você. Então,

[01:02] agora

[01:05] >> bom dia.

[01:06] >> Bom dia.

[01:07] >> Tudo bem, né? Depois de um cafezinho

[01:09] junino e de copa, que dizendo a Simone,

[01:15] eh, bom, a Simone, eh, já me apresentou.

[01:19] Eh, eu tô lá na CEDUC, eh, no CPF, não

[01:23] sei se vocês conhecem CPF.

[01:27] Aqui são todos gestores, gestoras.

[01:31] Tem coordenador pedagógico também.

[01:34] >> E professor,

[01:35] é, professor,

[01:37] >> tutora.

[01:38] >> Ah, tutora também. Olha que coisa boa.

[01:42] Eh, então, eu tô lá no CPF numa gerência

[01:46] lá, né? a gerência de desenvolvimento

[01:49] dos profissionais da educação.

[01:52] Custei decorar o nome da da gerência,

[01:55] mas aí eh a Simone fez o contato comigo

[01:58] para eh vir

[02:01] >> hã

[02:03] alguém falou.

[02:07] >> Nossa, é uma voz

[02:10] uma voz sombria.

[02:13] Veio do além.

[02:15] Gerência de desenvolvimento dos

[02:17] profissionais da educação.

[02:21] Eu, hein? [risadas]

[02:29] >> Ai, ai. Então, eh, fez o contato pra

[02:33] gente ter essa conversa aqui com vocês

[02:35] sobre, eh, questões,

[02:38] eh, relacionadas com essa pós, né? Todos

[02:41] estão cursando ou não? a pós de ensino

[02:45] médio,

[02:47] essa de políticas de ensino médio,

[02:50] GEPEN. Então, eh, mas assim, eh, eu

[02:55] tenho certeza que os professores vão,

[02:57] vão falar assim com mais propriedade e

[03:01] com mais profundidade sobre temáticas,

[03:03] né, relativas à pós. Eu queria

[03:07] contextualizar assim, porque é que é que

[03:09] a gente tá aqui, né, e por essa pós, né,

[03:13] por esse curso, por essa parceria, né,

[03:16] da CEDUC com o IF Goiano e o MEC,

[03:20] inclusive, né, é uma proposta que que

[03:23] vem dali, né, do MEC, é uma proposta de

[03:25] nível nacional, né, essa essa formação

[03:30] eh para os gestores escolares, incluindo

[03:33] diretor e coordenador pedagógico. Eh,

[03:35] tem alguém que vai passar para mim os

[03:37] slides, por favor? Pode, pode passar. Eu

[03:41] quando tava pensando isso para trazer

[03:44] aqui, eu me lembrei e da questão do

[03:47] paradigma, né? Eh, essa a questão do

[03:50] paradigma me chama muita atenção porque

[03:53] eu atuei muitos anos até

[03:57] 2018, desde 99. Eu entrei na CEDUC em

[04:01] 99. Tô velinha. Entrei em 99. eh na

[04:05] educação especial. E a gente falava

[04:09] muito de mudança de paradigma ali, né,

[04:12] porque requer mudança, né, de

[04:14] mentalidade para você viver educação eh

[04:18] inclusiva. E eu tava preparando aqui

[04:21] essa essa essa contextualização, né,

[04:24] esse momento aqui para vocês e pensei

[04:26] que acima de tudo eh o que o que esse

[04:32] momento que nós estamos vivenciando no

[04:35] ensino médio, inclusive por meio eh

[04:38] dessa pós, né, de esse essa pós no

[04:42] ensino médio para gestores, Ah.

[05:31] mudança, né? A gente tá agindo para que

[05:33] ela aconteça e estamos sofrendo também

[05:36] eh os efeitos dessa mudança, né, de de

[05:40] concepção de ensino médio. OK. Eh, pode

[05:44] passar, por favor. E queria

[05:47] contextualizar um pouco porque eh é uma

[05:50] visão da CEDUC que eu trago como

[05:52] representante da CEDUC, né? Eh, você vê

[05:55] que eh nós

[05:57] nós vivenciamos muitas mudanças nessa

[06:00] etapa escolar, que é o ensino médio, né?

[06:04] Eh, nós não é um pouquinho antes. Hum.

[06:09] Hã,

[06:11] >> é o anterior.

[06:13] >> E esse aqui é esse aí. A gente passou

[06:17] por várias reformas ao longo de muitos

[06:20] anos, né? e sempre buscando, na verdade,

[06:24] eh, identidade do ensino médio. Você vê

[06:28] que antes ele nem era eh denominado

[06:32] ensino médio, mas ensino secundário. E

[06:35] em sendo ensino secundário, nem era uma

[06:40] etapa eh vista como direito eh pros

[06:44] estudantes, né? ela não compunha a

[06:47] educação básica enquanto direito, né,

[06:49] para todos os estudantes. Isso vai,

[06:52] claro, isso aqui eu tô sendo muito

[06:55] suscinta, mas isso vai se desenvolvendo

[06:58] e na medida eh das relações e dos

[07:02] desafios, né, a essa terminologia é

[07:06] alterada. a gente lá na LDB de 61

[07:10] aparece já a expressão ensino médio e

[07:13] passou de novo. Queria voltar lá naquele

[07:17] naquele primeiro isso. Eh, na LDB de 61

[07:22] aparece a expressão ensino médio, a

[07:25] coisa continua. E na Constituição

[07:28] Federal em 88, bem como na outra LDB, em

[07:32] 96, no Plano Nacional de Educação e no

[07:36] Plano Estadual de Educação, a gente vê

[07:39] uma expressão que é muito cara e que eu

[07:41] acho que ela é como que eh o motor de

[07:46] todas

[07:47] e isso vai aparecer no curso, na assim

[07:51] de maneira explícita e implícita no

[07:53] curso que vocês estão fazendo, que é a

[07:55] questão da universalização do ensino

[07:58] médio, né? Ensino médio como direito de

[08:01] todos e como etapa da educação básica.

[08:03] Isso aparece já ali eh na nova LDB aqui,

[08:09] né, de 96. E a meta cinco, eh, indicando

[08:14] a universalização

[08:16] eh do atendimento escolar para toda a

[08:18] população de 15 a 17 anos. Eh, isso aqui

[08:22] eh parece óbvio, simples, mas é muito é

[08:27] muito significativo, porque não há como

[08:32] você universalizar sem contemplar

[08:34] diversidades, né? Sem contemplar

[08:37] juventudes. E a gente até frisa

[08:39] juventudes com S, porque não é um tipo

[08:42] só, não dá para, né, para para

[08:46] massificar, digamos assim, né? são

[08:49] juventudes, tendo em vista as diferenças

[08:52] culturais, linguísticas, as territoriais

[08:55] e de toda a natureza, né? Inclusive a

[08:57] juventude com deficiência que tá lá, né?

[08:59] Questão de gênero, de etnia, de raça.

[09:02] Agora sim, pode passar, por favor.

[09:05] Então, eh nós vimos essa essa mudança

[09:09] que ela se expressa numa lei em 2017,

[09:14] que é a 13.415.

[09:17] Vocês conhecem?

[09:18] eh, que gerou o novo ensino médio, né? O

[09:22] novo ensino médio, que já foi um passo

[09:24] bem considerável, porque ele já trazia

[09:27] ali, ó, os itinerários formativos com

[09:29] foco na diversificação curricular.

[09:32] Então, essa ideia de diversificação

[09:34] curricular para SEDUC é muito importante

[09:38] porque é uma estratégia para contemplar

[09:40] o todos, né, para contemplar a

[09:43] diversidade dos estudantes e das

[09:45] juventudes, né? Então, eh, você tinha

[09:48] 100 horas de formação geral básica, 100

[09:52] eh, pros itinerários formativos. Isso

[09:54] lá, né, 2017, pode passar, por favor.

[09:57] Mas teve muito, muita dificuldade,

[10:00] muitos desafios, sobretudo em relação

[10:02] aos itinerários formativos. Eles estavam

[10:05] muito abertos, eh muito difícil de

[10:09] acompanhar esse processo nas escolas. E

[10:12] aí a gente vê uma proposta, um

[10:15] planejamento para o decênio 2024, 2034,

[10:20] propondo estratégias, ações voltadas

[10:24] para direito de aprendizagem de todos,

[10:27] avanço na aprendizagem e redução das

[10:29] desigualdades educacionais. Também é

[10:31] coisa assim que a gente lê e quase que

[10:33] banaliza de tanto ler isso nos textos,

[10:35] né? negócio de redução de desigualdade,

[10:38] a gente lê demais assim, mas se você

[10:40] parar para pensar isso aqui, gente, é

[10:42] tudo, né? Eh, o que o que nós temos em

[10:45] vista é avançar com as aprendizagens de

[10:49] todos, de todos, sem deixar ninguém para

[10:52] trás, né? Reduzir, portanto, né, as as

[10:56] desigualdades

[10:57] e garantir o direito de aprendizagem,

[11:01] né? Então isso é o que tá eh na essência

[11:04] dessas novas propostas que vão surgindo.

[11:07] Pode passar, por favor? Aí eh surgem os

[11:11] novos dispositivos legais que vocês

[11:13] conhecem bem na prática e na teoria que

[11:17] vocês estão vendo no curso, né? a Lei

[11:19] 14945

[11:20] de 2024, a resolução eh número dois, que

[11:26] traz as diretrizes curriculares

[11:28] nacionais, né, pro ensino médio. E a

[11:31] número quatro, que traz os parâmetros

[11:33] para os itinerários formativos de

[11:35] aprofundamento. E e de aprofundamento é

[11:38] interessante também, né? Porque eh a

[11:41] visão aqui não é só a diversificação,

[11:44] mas é o aprofundamento. E isso faz

[11:47] conexão com a ideia do avanço na

[11:49] aprendizagem que eu tava dizendo, né?

[11:51] Então, se a gente tem por objetivo

[11:55] avançar com as aprendizagens, uma ideia,

[11:59] né, que que a lei traz, os dispositivos

[12:03] trazem, né, é a do itinerário formativo

[12:07] de aprofundamento, né? Eh, pode passar,

[12:10] por favor. E aí, por fim, eh, que é

[12:14] muito em função disso que eu tô aqui,

[12:17] nós chegamos lá na CEDUC, eh, no plano

[12:21] de ação paraa política do ensino médio e

[12:24] a gente denomina a nossa de eh ensino

[12:27] médio goiano, porque

[12:30] é um novo ensino médio, mas antes a

[12:32] gente tinha um novo ensino médio, né?

[12:33] Não dá para falar novíssimo ensino

[12:35] médio, né? Então, a gente deu o nome de

[12:38] ensino médio eh goiano, que é é o a

[12:41] nossa a nossa política de acordo com

[12:45] aquela lei 13 14945.

[12:48] Certo? Vocês estão me acompanhando aqui?

[12:51] Na minha cabeça parece que tá bom, mas

[12:53] não sei, né? Às vezes assim, bom no

[12:56] sentido de claro, né? De tá chegando em

[12:59] vocês. Mas aí eh o plano de ação lá na

[13:03] CEDUC por vários meses, né? foi

[13:05] constituído uma equipe, um grupo de

[13:07] trabalho para elaborar esse plano de

[13:09] ação para implementar a nova política.

[13:13] Aí, eh, teve representante de vários

[13:16] setores e eu estava lá, né, nesse grupo

[13:20] como uma representação da formação

[13:23] continuada, né, porque eu tô no set,

[13:26] então eu tava nesse grupo para elaborar

[13:28] e aí foi pensado eh no plano desde a

[13:32] organização curricular, de acordo com

[13:34] essa nova lei, arquitetura curricular e

[13:37] tal, que vocês estão vendo ou já viram

[13:39] no curso, né, ações para garantir acesso

[13:42] e permanência, né, dos dos estudantes

[13:45] todos. Eh, a questão da infraestrutura,

[13:48] né, que que muda um pouco e precisa

[13:50] garantir essa infraestrutura. Eh, eu sei

[13:53] que tem o ideal e tem um real, né, mas

[13:55] assim, enfim, tem um horizonte

[13:58] estabelecido no plano e, ah, entre

[14:02] outros a formação, né, a formação e

[14:04] valorização docente com vistas à

[14:07] implementação do plano e da lei, né? Eh,

[14:11] pode passar. E é e é por isso mesmo que

[14:14] eu estou aqui, né? Eu, como

[14:17] representante de lá e do CEPFOR, eh eu

[14:20] fui assim destacada lá para poder eh eh

[14:23] atuar como articuladora de um de um

[14:27] curso que foi um uma um chamado do MEC

[14:31] para todos os estados, né, do Brasil.

[14:34] Então o o MEC nos fez essa essa

[14:38] convocação, fez para Seduc de Goiás e e

[14:43] propôs, né, eh vagas para os vários

[14:46] estados. Um deles, então, Goiás, nós

[14:49] tivemos em torno de 390 vagas

[14:53] eh ofertadas por meio do do GEPEN. E nós

[14:58] teríamos que fazer isso eh em parceria

[15:01] com alguma instituição de ensino

[15:03] superior e no caso foi o IF Goiano, né?

[15:07] Então eh eh MEC, SEDUC e o IF Goiano,

[15:11] né? É assim, é por meio do IF Goiano que

[15:14] a gente consegue eh colocar em prática

[15:17] essa essa ideia, né, do da pós

[15:20] graduação. Só para assim, a título mesmo

[15:23] de conhecimento, assim, a gente tem lá

[15:25] no CPFOR eh uma plataforma, uma escola

[15:29] virtual do CPFOR. A gente tem esse curso

[15:31] ensino médio goiano também, mas ele é

[15:34] mais inxuto, né? Ele é um curso

[15:36] autoinstrucional,

[15:38] apenas eh assíncrono, mas ele traz todos

[15:42] os os temas, as premissas na questão da

[15:45] arquitetura curricular, tá? Tá lá, né,

[15:47] no curso. Eh, muito assim voltado para

[15:50] os professores, principalmente, né?

[15:53] Muito voltado para os professores, mas a

[15:56] gente precisava mesmo de algo

[15:58] pontualmente voltado para os gestores,

[16:00] diretor, coordenador pedagógico, né?

[16:03] Então aí a gente tem essa pós, né, a

[16:06] gestão da escola pública eh do ensino

[16:09] médio, que é híbrida porque tem momentos

[16:13] síncronos, assíncronos e tem os momentos

[16:16] nos polos. Só que a gente tá vivenciando

[16:20] um problema com a POS que a gente não

[16:23] teve tanta adesão, aliás, tivemos a

[16:26] adesão, mas nós tivemos desistências no

[16:28] caminho, né? E e em decorrência disso

[16:33] estamos pensando e articulando com a

[16:35] Josiane a possibilidade de de reoferta.

[16:40] E aí nós vamos intensificar mais, né, o

[16:42] acompanhamento disso. Mas a gente

[16:44] entende também um pouco a desistência.

[16:47] Eu não vejo como nada a ver com

[16:50] qualidade do curso, que ele é excelente,

[16:52] é robusto, né? ele é bem fundamentado,

[16:56] mas talvez a sobrecarga mesmo de demanda

[16:58] dos gestores, né, dos coordenadores,

[17:01] algo assim. E os momentos nos polos, eu

[17:04] tive também eh alguns relatos de que não

[17:07] é tão fácil eh a o o presencial em polos

[17:11] para municípios, né, mais distantes, mas

[17:16] isso a gente vai alinhar e e se Deus

[17:19] quiser vai dar certo. Eu já devo estar

[17:20] extrapolando um tempo, né? Já já furou.

[17:23] que pode passar, por favor,

[17:27] aqui não vou não vou ficar nisso que

[17:29] vocês é que devia dar aula, né? Porque o

[17:32] curso, eu digo da aula disso aqui porque

[17:34] vocês estão finalizando após, mas me

[17:37] chama muita atenção certas premissas que

[17:40] o curso traz, a ideia de trabalho e

[17:43] pesquisa, né? Eh, que eh eh são

[17:47] premissas desse ensino médio goiano,

[17:50] dessa nova política, né?

[17:52] a não separação de de pensamento e ação,

[17:55] de teoria e prática, porque é muito

[17:58] importante isso paraa juventude, né?

[18:00] Quer dizer, a a os objetos de

[18:03] conhecimento têm que ter eh conexão

[18:05] direta com a vida, né, com a com a

[18:08] realidade desses sujeitos e com a

[18:10] realidade diversa deles, né? Tem que

[18:14] considerar as diferenças eh eh culturais

[18:17] e territoriais, inclusive, e o

[18:19] compromisso com os direitos humanos

[18:21] também. me chama muita atenção, que tem

[18:23] a ver com essas diferenças que eu

[18:25] mencionei, é algo forte nessa política,

[18:28] né? pode passar no sentido pedagógico,

[18:31] nessa mesma direção. Eh, eu vejo que

[18:35] essa política, por meio do ensino médio

[18:38] goiano, que a gente tá chamando, nos

[18:40] ajuda muito a desenvolver práticas

[18:43] pedagógicas na perspectiva da

[18:45] interdisciplinaridade, porque a gente

[18:46] fala muito isso, interdisciplinaridade,

[18:49] mas não é muito fácil pôr isso em

[18:50] prática, né? E eh essa essa proposta,

[18:54] esse desenho nos empurra para fazer

[18:57] isso, assim, querendo ou não, né, nos

[18:59] ajuda até a questão dos itinerários

[19:02] formativos de aprofundamento. é uma

[19:04] forma de fazer essas essas relações, né,

[19:09] eh, de um ensino contextualizado,

[19:11] ah, o protagonismo estudantil e a

[19:14] justiça curricular que nós vamos ouvir

[19:16] aqui, né, que é a máxima, eu acredito,

[19:20] eu não sei se é porque eu fiquei muito

[19:22] na inclusão, na educação especial, essa

[19:25] expressão é muito importante para nós,

[19:27] né? Eh, pode passar, por favor. E por

[19:31] fim, assim, só para a título mesmo de

[19:34] de ilustração, me lembrei eh, dessa

[19:39] um relato que aparece num livro de Ruben

[19:42] Alves. Ele tá falando do de Agostinho de

[19:45] Ipona, eh da frustração do Agostinho em

[19:49] relação a Jabuticabas.

[19:51] A lá no texto, eu vou falar assim com as

[19:52] minhas palavras, no texto ele fala que

[19:55] ele é frustrado com a jabuticaba

[19:58] porque as mais doces ficam no topo da

[20:01] água e nunca dá para da árvore e nunca

[20:03] dá para pegar. E aí ele conta lá na

[20:06] história, na experiência dele, que ele

[20:08] tinha um amigo mais assim, primeiramente

[20:10] amigo, depois pedreiro, o seu João. E

[20:14] esse seu João eh falou assim para ele:

[20:17] "Eh, tem um jeito, né? O seu João pegou

[20:20] um cano de PVC comprido, né? E e a a

[20:24] abertura do cano colocou lá no topo da

[20:27] árvore, né? Cutucou a jabuticaba, é

[20:29] claro, a jabuticaba veio rolando e caiu

[20:31] na mão, né? Ah, do Agostinho. Eh, a

[20:36] lição que eles trai daqui é que a

[20:41] essa é a capacidade da nossa

[20:44] inteligência, né? é de eh de trazer

[20:48] existência coisas que não existem assim,

[20:50] né? Eh, tem muito a ver com

[20:52] criatividade, com capacidade de resolver

[20:54] problemas e tem muito a ver com conexão

[20:59] entre ciência e vida, né? Eh, eu me

[21:03] lembrei dessa história porque eh essa é

[21:05] uma ideia que tá por detrás, que tá como

[21:08] base, né, das novas propostas, então,

[21:11] eh, do ensino médio. Tá bom? Então,

[21:14] seria isso assim, depois se vocês

[21:15] quiserem fazer alguma pergunta, né, em

[21:17] linhas gerais, seria isso. Muito

[21:19] obrigada, viu, eh, Simone, pelo convite.

[21:22] Obrigada porque vocês estão aqui, porque

[21:24] me ouviram pacientemente.

[21:27] Obrigada. [aplausos]

[21:33] Esse curso ele foi pensado justamente

[21:35] numa valorização do ensino médio dentro

[21:37] da política nacional de valorização do

[21:40] ensino médio. Obviamente que um curso

[21:42] que já vem formatado por uma instituição

[21:45] não vai alcançar todas as juventudes e

[21:48] realidades dos diversos Brasis que nós

[21:51] temos, porque nós temos muitos Brasis

[21:54] dentro do estáado de Goiás,

[21:56] principalmente. Vai no interior, mais

[21:59] outro Brasil. Numa escola rural, o que

[22:01] dirá? Mas a gente não pode desistir da

[22:03] escola pública. Toda oportunidade que eu

[22:05] tenho, eu falo da importância da escola

[22:07] pública. Por quê? uma escola pública

[22:10] gratuita e com qualidade socialmente

[22:14] referenciada, porque não adianta só ser

[22:17] pública, garantir o acesso através de

[22:20] vagas, mas não permitir

[22:22] políticas que coloquem esse estudante

[22:24] dentro da instituição, que faça sentido

[22:27] paraa vida dele, que ele permaneça na

[22:29] instituição e que ele tenha êxito. Se

[22:32] hoje quem não tem formação, tá muito

[22:34] difícil, imagina para quem tem formação.

[22:36] não é a formação ideal.

[22:39] Eu gosto de contar que eu sou fruto de

[22:41] política pública. Nós estamos num avanço

[22:43] muito grande e esperamos que com essa

[22:46] parceria, que ela seja obviamente uma

[22:48] política que vá permitir a permanência

[22:52] também dos

[22:55] situação continuada, que são os nossos

[22:57] coordenadores, diretores, professores,

[23:00] já conversamos sobre isso numa

[23:01] oportunidade, né? A CEDUC quer essa

[23:04] parceria, mas a gente precisa de uma de

[23:06] um incentivo, né, para que os estudantes

[23:09] continuem fazendo o curso. E pensando em

[23:12] mim como estudante do ensino

[23:14] fundamental, eu sou fruto de política

[23:16] pública, porque na época meu pai era

[23:19] ferroviário e tinha bolsa para filho de

[23:22] ferroviário. Então eu pude estudar numa

[23:24] escola franciscana, era a melhor que

[23:27] tinha na minha cidade. Não foi fácil

[23:29] sobreviver a essa escola, porque não

[23:31] bastava somente permitir que eu

[23:33] estudasse lá através de uma bolsa de

[23:35] estudos, porque manter o dia a dia ali e

[23:39] estudar com fome numa escola que que era

[23:41] particular e que não tinham dinheiro pro

[23:43] lanche, que é a realidade de muitos

[23:45] estudantes, muitos estão na instituição

[23:47] pelo lanche. A gente sabe dificuldade de

[23:50] acesso à alimentação para grande maioria

[23:52] dos nossos estudantes. Hoje a gente tem

[23:54] uma gama de políticas de permanência, de

[23:57] inclusão e lutar para que elas

[23:59] continuem, porque a educação é um campo

[24:01] de disputas muito grande, né? É um campo

[24:03] que uma hora a formação humana não

[24:07] importa, outra hora ela importa. Então,

[24:10] é um campo de política, um campo de

[24:12] disputas e a gente tem que lutar e

[24:15] defender com unhas e dentes todas as

[24:17] políticas que nos valorizam como

[24:20] profissionais da educação e,

[24:23] principalmente, que mantenham o nosso

[24:24] estudante na educação.

[24:27] Eu digo que hoje eu nasci numa época

[24:30] muito boa e estou tendo, passei por dois

[24:33] séculos, nasci no século passado, tô no

[24:35] outro século. Olha, gente, poucas

[24:37] pessoas têm essa oportunidade, né?

[24:39] e conviver hoje num campo em que uma

[24:43] área para um jovem que já mexe mexe no

[24:46] celular, as redes sociais é automático.

[24:49] E para nós a gente tem que quase fazer

[24:50] um curso FIC para aprender, né?

[24:52] Inclusive postar no Instagram não é

[24:54] fácil, né? Porque eles sabem, dominam,

[24:57] tem muito acesso a notícias, mas não tem

[25:01] acesso à informação. E aí eu brinco

[25:04] muito que eu sou professor de história,

[25:05] minha formação em licenciatura em

[25:07] história, sou bacharel em direito também

[25:08] e atuo na área de história. Aí eu brinco

[25:11] muito, falo assim: "Gente, eu sou

[25:12] professora de história, eu vivo de Mum

[25:14] Museu, logicamente que não é de Mum

[25:15] Museu, mas eu brinco assim pela

[25:18] dificuldade da gente acompanhar essa

[25:19] geração que tem acesso muito fácil à

[25:22] notícia de todas as formas. E cabe a nós

[25:26] professores,

[25:28] sabermos trabalhar com esses estudantes,

[25:30] como selecionar essa notícia e virar

[25:32] realmente informação e aprendizado.

[25:35] Então eu espero também que numa outra

[25:37] demanda, numa outra oportunidade, nós

[25:39] tenhamos um curso também que nos ajude a

[25:41] lidar com essa realidade,

[25:44] principalmente que a gente ouviu numa

[25:47] das aulas, né, dos momentos dos webinar,

[25:49] alguém comentar que eu vou continuar na

[25:52] escola porque eu sou eh influenciadora,

[25:55] eu ganho muito mais sendo influenciador,

[25:57] né? Então, nós estamos num campo hoje

[26:00] muito delicado, porque a formação ela,

[26:04] obviamente que a gente precisa da

[26:06] situação financeira, que é o que paga as

[26:07] contas e mantém a sobrevivência comida,

[26:09] comida no prato, né? Mas e o que mais?

[26:12] Que mais que a gente espera dessa

[26:13] educação? Então, eu valorizo muito esse

[26:16] curso, sei de todas as dificuldades,

[26:18] entrei no meio do caminho, então assim,

[26:21] tem coisas que a gente não consegue

[26:22] superar. É um curso formatado por uma

[26:25] instituição, pro Brasil inteiro, então a

[26:27] gente tem que tentar adaptar, mas mesmo

[26:30] não sendo o que nós desejaríamos pro

[26:33] nosso Brasil aqui, mas a gente precisa

[26:36] valorizar o máximo. E parabéns para

[26:38] vocês que estão vivos até então nesse

[26:41] curso, né? E eu espero que sobrevivam.

[26:45] Estamos aí finalizando esse curso e a

[26:49] Lorena comentou uma questão, mencionou

[26:51] um documento que a partir de agosto nós

[26:54] vamos fazer alguns momentos para vocês

[26:56] entenderem um dos trabalhos de conclusão

[26:58] do curso. Um é tranquilo, né, que é

[27:01] aquele memorial, vocês só vão fazer uma

[27:03] descrição de todo o curso e a sua

[27:05] experiência. E o outro é o tal do plano

[27:08] de gestão, né? Plano de gestão deve tá

[27:11] deixando muita gente aí com cabelo em

[27:13] pé, né? Que que é esse plano de gestão?

[27:15] Como que nós vamos propor instituições

[27:18] que sequer permitem acesso ao PPP da

[27:21] escola em propor um plano de ação,

[27:25] um plano de gestão baseado no plano de

[27:28] ação do estado de Goiás? Então, nós

[27:30] vamos ter um momento de fala em agosto

[27:32] sobre esse documento que ele vai embasar

[27:36] a formação de uma proposta de vocês.

[27:40] Eu quero

[27:42] >> já está intimada, né? convidado, não é?

[27:45] Mas eu penso o seguinte, se nós somos

[27:47] professores, nós somos seres políticos.

[27:50] Esses dias eu fiz uma atividade com os

[27:51] meus estudantes, pus eles para fazer

[27:54] pesquisa na escola. Vamos andar na

[27:55] escola. Façam uma pesquisa. Aí vocês vão

[27:58] entrevistar um servidor e um aluno.

[28:02] Pergunte para ele o que é política para

[28:04] ele, se ele gosta de política, o que que

[28:08] é uma democracia, o que que é uma

[28:10] cidadania.

[28:11] E a reação das pessoas que são mais

[28:13] velhas, mais velhas assim, porque

[28:16] obviamente já são servidores, já

[28:17] passaram dessa etapa de formação, parte

[28:20] dela, né?

[28:22] É espantoso quantas pessoas não gostam

[28:25] de fazer política. O que nós estamos

[28:27] fazendo aqui é política. Os nossos

[28:29] relacionamentos sociais, o nosso debate,

[28:31] a nossa formação, tudo é política.

[28:34] Então, inserir o jovem nesse mundo,

[28:36] nesse debate, aprender também a defender

[28:39] os seus interesses e ter consciência de

[28:42] classe, que é o mais importante, nós

[28:44] temos esse papel. Então, que nós

[28:47] formadores educadores não desistamos em

[28:50] momento nenhum da educação. Eu sei que

[28:54] tem dia que chega em casa, tem dia que

[28:55] eu falo assim: "Gente, eu quero

[28:56] aposentar, quero aposentar porque eu

[28:59] trabalho com adolescente, ensino médio,

[29:01] [roncando] eu quero aposentar". Depois

[29:03] eu penso assim, gente, isso me constitui

[29:06] porque todas as vezes pergunta, Simone,

[29:08] quem é você? Eu me apresento sendo o

[29:10] quê? Eu não me apresento sendo, sendo

[29:12] mãe, sendo esposa. Eu me apresento sendo

[29:15] uma professora. Então isso me constitu

[29:21] unhas e dentes e amar o que a gente faz,

[29:24] apesar de ter hora que, né, mas amar

[29:27] sobre todas as coisas e defender, porque

[29:30] eu acredito muito na escola pública e

[29:32] nas pessoas que transformam a escola

[29:34] pública, que ela seja de fato sempre

[29:36] gratuita

[29:38] e com a qualidade que a gente espera.

[29:41] Então vamos ver agora a professora

[29:42] Lívia, né? Lívia vai falar um pouquinho

[29:44] de gestão e democracia nos territórios.

[29:48] E obviamente no final dessa conversa

[29:50] eles vão falar mais sobre o trabalho que

[29:53] tá proposto na sala. As atividades que

[29:55] vêm naquelas oficinas elas já vêm

[29:58] prontas. Então a gente, a, algumas a

[30:01] gente consegue remodelar, outras a gente

[30:03] não consegue. Então eles vão comentar

[30:05] sobre cada disciplina deles e a

[30:07] atividade no finalzinho. Professora,

[30:11] >> bom dia.

[30:12] Agradeço a todos e a todas, né, pela

[30:16] oportunidade de estarem aqui, aos

[30:18] colegas também.

[30:20] E para iniciar, gente, eu gostaria de

[30:22] colocar um uma parte, um pedacinho do

[30:25] vídeo que tá lá no no Moodle. É só um

[30:29] pedacinho para porque ela traz um uma

[30:33] questão extremamente importante que que

[30:35] é o fundamento, né, que é a gestão eh

[30:38] democrática. E aí em seguida eu falo um

[30:42] pouquinho do texto, tá bom?

[30:46] Em primeiro lugar, a

[30:49] [limpando a garganta]

[30:50] gestão democrática

[30:53] foi a forma, né, e a formulação

[30:58] eh num termo que nós encontramos há

[31:03] muitos e muitos anos

[31:06] para representar

[31:09] um princípio de organização de todas as

[31:13] escolas.

[31:14] públicas,

[31:16] pensando que a escola pública precisa

[36:35] princípio.

[36:37] E agora, eh,

[36:40] vou me permitir

[36:43] dizer por que a educação democrática,

[36:46] né, que se faz

[36:49] organizando a escola para participação,

[36:54] para o diálogo,

[36:58] para práticas políticas, ou seja,

[37:01] aprender a trabalhar em grupo, aprender

[37:04] a tomar decisões

[37:08] dialogando

[37:10] com pensamentos divergentes, com

[37:12] pluralidade de opiniões.

[37:16] Eh, a partir da sala de aula também

[37:20] aprendo a eleger representantes,

[37:23] seja do trabalho de grupo entre as

[37:25] crianças e adolescentes, seja

[37:28] representantes, por exemplo, de cada

[37:31] turma paraa participação nos grêmios

[37:35] estudantis. das escolas tão importantes

[37:40] que são para esta prática,

[37:43] principalmente na adolescência, né, nas

[37:46] escolas de ensino médio,

[37:48] nós a aprendermos a escolher

[37:51] representantes, a sermos representados

[37:55] nas decisões,

[37:57] organizarmos diretorias, planejarmos

[38:00] atividades.

[38:04] Bom, ela esclarece bastante essa questão

[38:07] da gestão democrática, né? E aí nós

[38:10] temos o textinho que tá lá, que é o

[38:12] texto do autor Víor Paro, que é uma

[38:15] referência em administração escolar.

[38:18] Eh, e ele traz essa questão da utopia,

[38:21] né? Pode passar.

[38:25] Bom, a gente a gente viu lá no lá no no

[38:31] nós vimos eh no vídeo agora, né, que ela

[38:35] faz que a grande questão é então por

[38:38] essa essa gestão ela não acontece

[38:41] na dentro da escola? O que que o que que

[38:45] acontece

[38:46] que atrapalha eu muitas vezes eh eh não

[38:50] consegue fazer esse diálogo aí com a

[38:52] realidade? Bom, o autor traz a questão

[38:55] da utopia e essa utopia significa que é

[38:59] algo que eh não é não é possível, certo?

[39:04] Porém, ela pode ser se vir a ser

[39:08] alcançada. Ela pode vir a ser alcançada,

[39:11] né? É um é um momento de que que te

[39:16] leva, que te motiva a avançar, a buscar.

[39:21] Então, utopia aqui é avançar para se

[39:25] chegar a algum lugar, algum resultado ou

[39:28] algum objetivo traçado, né? E aí essa

[39:31] questão do diagnóstico da escola, nós

[39:33] temos uma realidade muito eh muitas

[39:36] vezes contraditória, né? E ele vem

[39:38] destacando a questão da função da escola

[39:41] ainda muito eh reprodutora de ah de uma

[39:45] ideologia muitas vezes dominante, né?

[39:49] também a uma organização autoritária

[39:54] e dentro de um saber ainda

[39:57] eh muito determinado.

[39:59] Então, que que ele chama atenção da da

[40:03] do que que é importante nesse cenário?

[40:06] Primeiro é que o próprio trabalhador

[40:10] ele tem consciência da própria classe,

[40:12] né? tenha consciência, como foi falado

[40:15] aqui, das políticas

[40:17] de qual ele tá inserido na sociedade,

[40:20] né, que ele faz parte dessa sociedade,

[40:22] ele é integrante dessa sociedade e e

[40:25] muitas vezes o sujeito não se vê eh

[40:28] nessa perspectiva

[40:31] e é tratar essa função, né, rever a

[40:35] função de autoridade, que foi muito o

[40:38] que nós ouvimos aqui do vídeo, não é?

[40:40] Pode passar, por favor.

[40:47] E um dos grandes problemas

[40:50] é essa questão da hierarquia de cima

[40:54] para baixo.

[40:56] Essa é uma questão fundamental

[40:59] que atrapalha muito, não é verdade?

[41:02] Atrapalha muito. Então ele estabelece

[41:04] que o diretor ele é o ele é o chefe, ele

[41:06] é o que manda, ele que tem a última

[41:08] palavra. E lá embaixo

[41:12] estão o resto, né, os pais, os os

[41:15] estudantes, né, os professores,

[41:18] comunidade escolar. E aí e incluir, né,

[41:22] essa diversidade toda, sendo que fica

[41:27] somente o diretor com toda essa

[41:30] responsabilidade,

[41:31] já

[41:33] atrapalha muito essa questão da gestão

[41:36] democrática. Então, então o primeiro

[41:37] ponto que a gente tem que observar é

[41:39] como esse poder está dividido, como tá

[41:43] organizado esse poder dentro da escola.

[41:46] Pode passar. [roncando] E aí ele traz eh

[41:50] duas contradições, duas contradições

[41:54] importantes, porque se a gente tiver

[41:55] aquele olhar do diretor de cima para

[41:57] baixo, OK? Porém, não é só isso.

[42:02] Bom, uma contradição é o seguinte, ele

[42:04] tem ele ele tem aí duas pressões que a

[42:08] gente tá chamando, né, de contradições,

[42:11] que é enquanto autoridade máxima da

[42:13] escola, ele é ao mesmo tempo uma

[42:16] autoridade também eh o o a autoridade

[42:21] verdadeira por trás dele é o próprio

[42:23] estado.

[42:25] é o estado, porque ele também tem que

[42:28] cumprir ordens, ele tem que cumprir

[42:31] leis, né? Ele não pode administrar

[42:33] sozinho do jeito que ele quer, da forma

[42:35] que ele quer. Não tem como, né?

[42:39] E outra contradição também, contradição

[42:42] no sentido de que eh ele também enquanto

[42:46] gestor

[42:48] ele não possui toda essa autonomia,

[42:51] como a gente falou anteriormente,

[42:55] tá? Para refletir mesmo, né?

[42:58] Bom, a outra contradição é que e que há

[43:02] uma falta, né, de recursos,

[43:05] de

[43:07] autonomia para fazer, para criar, para

[43:11] mostrar. Por outro lado, há também

[43:13] exigências da sua própria formação que

[43:16] são necessárias, né? Então, veja que ele

[43:20] sofre pressões de todo lado também. Não

[43:22] é uma tarefa fácil. Não é uma tarefa

[43:25] fácil. Então, é pra gente refletir que

[43:28] há responsabilidades, mas há também

[43:30] dificuldades, né? Pode passar.

[43:35] Então, essa questão da da autoridade

[43:39] estar centrada no diretor, né?

[43:42] Ele propõe aí algum alguns pontos que a

[43:45] gente pode pensar, na verdade, repensar

[43:49] essa organização que uma um que é um dos

[43:53] caminhos é distribuindo essa autoridade,

[43:56] não só na figura do diretor, mas na com

[43:59] os os professores, com os alunos, com os

[44:02] funcionários, né, com os o próprio pai,

[44:06] dividir responsabilidade,

[44:09] que a gente chama de co responsável. né?

[44:11] Quem são os corresponsáveis? E aí entra

[44:15] muito no vídeo do que a professora

[44:18] falou. Então, você criar conselhos, você

[44:21] criar formas do do estudante participar,

[44:24] então dentro daquele grupo, as gestões,

[44:27] eh o que que vocês aqui decidiram.

[44:30] Então, ele a voz, a voz ativa.

[44:34] Bom, ó, nós decidimos isso, isso, então,

[44:37] levar a decisão até o diretor, né? E o

[44:40] diretor, enquanto figura

[44:43] que tem um papel, né, de uma

[44:45] representação dentro dessa escola

[44:49] importante,

[44:50] ele também vai ouvir e levar em

[44:54] consideração toda a perspectiva

[44:57] que tá dividida como os córesponsáveis.

[45:01] Então, veja, isso dá um empoderamento,

[45:03] segundo o autor Víor Paro, pra própria

[45:06] escola.

[45:08] pra própria escola.

[45:11] Vocês lembram daquele primeirinho texto

[45:13] que a gente falou que foi um relato de

[45:15] experiência de uma aluna do ensino médio

[45:16] que nós vimos na webinar. Então lá ficou

[45:19] bem claro, né? quando ela foi para uma

[45:21] escola em São Paulo, lá naquela escola

[45:23] que ela viu uma realidade totalmente

[45:24] diferente, que o aluno participava das

[45:27] decisões

[45:29] que haviam assembleias e ali era

[45:31] decidido, era ouvido e assim era feito,

[45:35] que a que existia uma organização

[45:38] totalmente diferente. Ela ficou

[45:40] deslumbrada, deslumbrada. E aí lá ela

[45:43] conta, né, que ela foi até lutar porque

[45:45] a escola ia ser fechada por várias

[45:46] questões, né, que

[45:49] políticas mesmo. E ela lutou ali junto

[45:51] com todo mundo por gostar tanto daquele

[45:54] espaço onde ela podia ser alguém, ter

[45:58] ali participação, né? Pode passar.

[46:03] Então, veja, um primeiro ponto. Então,

[46:05] vamos lá. Distribuição dessa

[46:07] responsabilidade, certo? Para o

[46:09] empoderamento da escola.

[46:11] Como? Bom, o primeiro é que sozinho já

[46:14] dificulta, não é verdade, gente? Quem

[46:17] tem mais força? Um conjunto de pessoas,

[46:20] um grupo

[46:22] com um ideia a ser eh buscando, né, com

[46:27] um objetivo comum ou uma pessoa só.

[46:30] Então, nesse nesse ponto, a o grupo ele

[46:35] tem força para lutar. É igual que a

[46:38] gente fala, né? Ah, eu trabalho em

[46:39] grupo. Grupo decidiu, foi uma pessoa só,

[46:43] já ganha muito mais eh elementos, né,

[46:47] para essa luta. Pode passar.

[46:51] Bom, e aí a gente, bom, se você vai

[46:54] lutar dentro da escola, essa luta, essa

[46:57] organização, ela tem que partir de fora

[46:59] para dentro ou de dentro para fora?

[47:02] de dentro para fora, tem que partir da

[47:04] própria escola, da própria

[47:06] reorganização, reestruturação dentro da

[47:09] escola, principalmente dos papéis

[47:11] do diretor, do coordenador, né? Então

[47:14] veja, e aí essa organização então

[47:18] democrática dentro da escola, né, com

[47:21] conselhos, com assembleias, né, para que

[47:24] isso chegue até a sociedade civil,

[47:27] porque faz uma pressão,

[47:30] reorganiza,

[47:31] né? Isso é importante para essa

[47:34] reestruturação que a gente tá buscando

[47:35] aqui, para que essa utopia ela venha a

[47:40] ser, ela tem essa possibilidade,

[47:43] esse caminho a ser traçado, né? Então, a

[47:47] a importante

[47:49] a importância, né, dessa democratização,

[47:52] mas partindo, gente, dessa dessa escola

[47:56] que aí não tá mais centrada na figura do

[47:58] do diretor, ela descentralizou

[48:02] essa esse poder, essa figura, esse

[48:04] papel, né? Pode passar.

[48:07] >> [limpando a garganta]

[48:07] >> E assim ela cai então numa numa numa

[48:12] utopia que pode se tornar possível. Sim,

[48:16] interessante como ele desconstrói todo

[48:18] esse essa ideia, né? E aí, olha, um

[48:21] primeiro ponto aqui, essa

[48:23] descentralização

[48:25] interna, né, com os dispositivos que nós

[48:28] falamos aqui de conselho de classe, de a

[48:33] próprias decisões tomadas em conjuntos

[48:35] com a participação dos estudantes, né,

[48:38] tudo o que for feito da escola, né,

[48:42] levado em consideração eh todos esses

[48:46] elementos. Uma outra questão também é

[48:49] essa organização externa, porque há

[48:51] políticas, né? Há questão também eh que

[48:57] foge ali de dentro da escola, né? Então,

[49:00] eh reorganizar esses saberes, essa essas

[49:04] políticas também a partir da escola,

[49:08] porém em consonância do que é pedido

[49:10] fora da escola, né? por tá e eh fora do

[49:14] espaço escolar e para chegar para

[49:17] garantir também, né, essa luta por

[49:21] direitos dentro da escola, porque senão

[49:22] você não consegue avançar. Se você não

[49:23] tá bem organizado, bem estruturado, onde

[49:25] você deixa claro quais, o que que você

[49:28] busca,

[49:30] por que que naquele outro texto a gente

[49:32] viu, né? Ela chegou lá na escola e viu

[49:34] tudo diferente, tudo completamente

[49:36] organizado, estruturado. Então, a

[49:39] própria comunidade luta fora da escola

[49:43] por entender que ali é um espaço que

[49:45] onde ela faz parte. Então essa

[49:47] participação dentro de uma diversidade

[49:50] muito grande e o respeito à opinião

[49:53] diversa.

[49:54] Um primeiro ponto, né, essa esse

[49:57] respeito à opinião que não é só sua.

[50:02] E por fim, então a pra gente fechar aqui

[50:07] essa ideia do texto, é que nós temos

[50:11] dois caminhos. Um é aceitar essa do

[50:14] jeito que tá. Não precisa ser, tá tudo

[50:17] certo, não precisa

[50:20] refletir nem mudar nada

[50:23] ou

[50:25] tentar buscar essa utopia que pode ser

[50:29] realizada, pode ser concretizada, mas a

[50:32] partir do contexto escolar,

[50:35] né? primeiro, se reorganizando.

[50:38] Segundo, luta. A luta é em grupo, a luta

[50:41] é sempre eh com objetivo que que a

[50:45] escola tem em comum e descentralizando

[50:48] esse papel do diretor, porque uma coisa

[50:50] é a pessoa do diretor, outra coisa é o

[50:52] papel que ele representa enquanto

[50:54] diretor. São

[50:56] duas perspectivas diferentes.

[50:59] e saber também, né, que ele ali

[51:02] representa esse papel, mas esse papel

[51:04] que ele tá ali como um um um uma pessoa

[51:09] que tá na liderança, mas numas

[51:12] perspectiva de diálogo com todos dentro

[51:15] da escola. Então é isso, essa luta em

[51:18] grupo ao mesmo tempo dentro das

[51:22] parcerias da escola com a comunidade,

[51:25] né, ali com todo o seu eh as as pessoas,

[51:29] né, próximo e dentro da escola,

[51:32] funcionários

[51:34] e sobretudo os estudantes e integrados

[51:39] na busca por uma gestão democrática de

[51:43] fato, né? De fato, porque essa, gente, é

[51:46] uma luta eh difícil, muito difícil,

[51:51] muito difícil, mas é impossível.

[51:55] E aí onde ele demonstra no texto, né,

[51:57] não é não é impossível.

[52:01] Tanto que a gente já viu, existem várias

[52:04] escolas, né, que conseguem avançar nesse

[52:07] sentido, mas aí há o conjunto

[52:10] de todos com esse mesmo objetivo, né?

[52:14] Então é isso, fica a reflexão pra gente

[52:16] poder pensar dentro da nossa realidade,

[52:18] da nossa escola, né, e como nós

[52:21] poderíamos colocar isso em prática,

[52:23] porque cada contexto é um contexto

[52:25] diferente,

[52:27] eh, e são pessoas, né, com perspectivas

[52:31] diferentes.

[52:33] Então, esse trabalho também é feito no

[52:35] campo individual também com os

[52:37] professores, né?

[52:40] Eh, então é isso, gente, é refletir

[52:43] sobre qual é o papel de cada um de nós

[52:46] dentro dessa escola, né? como é que nós

[52:49] estamos trabalhando em grupo,

[52:54] como é que nós estamos buscando essa

[52:57] esse compartilhamento

[52:59] de conhecimentos e de avanços no em

[53:03] termos de de gestão, de decisões

[53:07] e como nós vamos poder colocar em ação

[53:13] e aí com a participação, né, dos outros

[53:16] também. Então fica essa reflexão pra

[53:18] gente ir pensando cada um no seu

[53:19] contexto, tá bom? Agradeço aqui a

[53:22] oportunidade de de dialogar com vocês

[53:24] [limpando a garganta]

[53:25] e vou passar a palavra aqui pro

[53:27] professor Marlúcio, tá bom?

[53:31] [aplausos]

[53:37] >> Nós podemos organizar a dinâmica da

[53:39] seguinte forma. Depois da fala dos dois,

[53:42] aí nós abrimos para perguntas em alguns

[53:46] minutinhos, né, pra gente passar pra

[53:49] etapa final do encontro. Pode ser assim?

[53:51] Ou vocês querem fazer intervenção após a

[53:53] fala de alguém deles? Não, né? Então,

[53:58] >> então, bom dia a todos e a todas.

[54:01] Eh,

[54:03] eu as a Simone falava, né, da da

[54:07] trajetória dela, eu fiquei lembrando da

[54:08] minha. Eh, eu também a minha formação,

[54:12] ela passou eh quase exclusivamente pela

[54:15] escola pública, com exceção, acho que

[54:16] duas poses, que foi instituição privada,

[54:19] mas graduação, eh, inclusive pós também

[54:22] na UEG, eh, o mestrado na UFG.

[54:27] Eh, e aí eu me lembrei do início, porque

[54:32] eu estudei eh quando eu eu chego em

[54:35] espaço e eh eu começo já a me sentir

[54:39] mais velho. Quando eu chego no espaço,

[54:40] eu eu acho que eu sou a pessoa mais

[54:43] velha do espaço. Eu na década de 70, né,

[54:47] eu estudei em uma escola multiseriada.

[54:50] Eh, vocês devem conhecer a escola

[54:52] multiseriada, né?

[54:54] Mas vocês conhecem alguma escola

[54:55] multiseriada onde é um professor só de

[54:58] pré-escola até a quarta série ou até o

[55:01] quinto ano?

[55:03] Eu estudei uma escola assim, era de era

[55:05] um professor só, eh, era de 15 a 20

[55:09] alunos de primeiro, de de pré-escola até

[55:12] a quarta série naquele período,

[55:16] >> não? eh tinha merendeira e a era na zona

[55:19] rural. Eh, eu andava em torno de 2 a 3

[55:24] km a pé a partir dos 7 anos para ir para

[55:27] para essa escola. Era uma escola de pau

[55:30] a pique de ripa de guariroba, né? Quem

[55:34] conhece a guariroba a partir ao meio, a

[55:37] a as telhas, aquelas telhas antigas,

[55:39] comuns,

[55:41] ão, chão mesmo, né? chamo batido. Então,

[55:45] era dessa forma que eu comecei a a

[55:47] estudar.

[55:49] Eh,

[55:51] >> município de Aurelândia, Goiás.

[55:54] Aurilândia, eh, perto de São Luís de

[55:56] Montes Belos, naquela região ali, a no

[55:59] município a 20 km de São Luís. Então,

[56:03] assim, é interessante quando a gente eh

[56:06] vai falar de um tema tão importante como

[56:09] a questão curricular. Nós estamos

[56:10] falando aqui de currículo e gestão, né?

[56:12] os temas se casam, né, eh eh desde a a

[56:16] nossa webinar. Então assim, eh são temas

[56:19] que estão muito bem e principalmente a

[56:23] gente falou em uma outra disciplina, né,

[56:25] sobre a as estratégias curriculares.

[56:29] Eh, e nessa disciplina, eh, e na outra

[56:34] disciplina nós falamos de forma geral

[56:36] sobre o currículo do ensino médio, né,

[56:39] sobre as diretrizes curriculares,

[56:40] principalmente, tá, o que tá, eh,

[56:43] expresso lá na na na resolução número 2

[56:46] de 2024 e no parecer número 4 de 2024.

[56:51] Então nós, a todas, toda a disciplina

[56:54] centrou-se nisso e nessa disciplina,

[56:56] como eu já comentei na webinar, ela é um

[57:00] desdobramento, né? É o princípio básico

[57:03] das diretrizes. Eu falo dentro das

[57:04] diretrizes curriculares, tem vários

[57:06] princípios. Eu acho que a justiça

[57:08] curricular, como a Lorena falou, ele é

[57:09] fundamental eh pra gente compreender.

[57:13] falei um pouco sobre a questão da

[57:16] justiça curricular na webinar e hoje eh

[57:19] nós vamos

[57:21] retomar a questão da justiça curricular,

[57:23] mas vamos falar principalmente de uma de

[57:26] uma dentro da disciplina de uma ideia

[57:29] muito interessante que seria eh como eh

[57:34] implementar a justiça curricular, que

[57:37] uma das ideias é a do bem viver.

[57:40] Eh, então, eh, eh, a, a disciplina traz

[57:43] conceitos aí de pelo menos três autores

[57:45] interessantes, né, sobre a questão do do

[57:47] do bem viver. Eh, eu vou acho que eu vou

[57:52] acompanhar mais aqui porque para mim

[57:54] ficar olhando de lado, né? Pode pode

[57:56] passar.

[57:58] Eh,

[57:59] nós temos eh lá no material de vocês,

[58:03] né, eh um texto de eh dois vídeos, né,

[58:08] um do do Ato Crenc, é o indígena. E a

[58:14] gente tem um texto do Nego Bispo, que é

[58:17] um um quilombola.

[58:20] Eh, e nós temos um vídeo, né, e nós

[58:22] temos também textos, né, de Roberto

[58:26] Rafael. Nós temos também um um capítulo

[58:29] de um livro do Acosta, um um

[58:33] que vai falar que o principal que traz o

[58:35] conceito de bem viver. ele é um um

[58:37] boliviano.

[58:38] Então, eh nós vamos eh tentar aqui

[58:44] articular principalmente

[58:46] com o papel do de vocês, de gestores,

[58:49] eh como trazer tudo isso, essa ideia de

[58:53] bem viver, eh, implementando a justiça

[58:56] curricular eh, na escola.

[58:59] Eh, e aí eu eu quis começar pela pela

[59:03] ideia do do Crenac, né, a metáfora, ele

[59:06] traz a metáfora do fim do mundo, que é a

[59:10] ideia, né, onde a escola moderna muitas

[59:13] vezes ela é predatória, ela é

[59:16] competitiva, ela é

[59:19] conteudista eh e muitas vezes do ponto

[59:23] de vista, né, na maioria das vezes do

[59:25] ponto de vista curricular excludente. E

[59:28] aí ele usa a metáfora eh, né, do fim do

[59:32] mundo para criticar esse modelo de de

[59:36] escola, esse modelo de de sociedade que

[59:39] tenta eh

[59:43] colocar a a as ideias de mercado sobre

[59:46] qualquer outras outras ideias, né, e

[59:50] principalmente

[59:52] a as ideias eh que levam em consideração

[59:56] o individualismo contra qualquer ideia

[59:58] que trate a questão eh coletiva, né?

[01:00:03] Eh, e aí, eh,

[01:00:08] e aí elas, esses, essa ideia, né, que

[01:00:10] ele tá colocando aqui da escola da, da,

[01:00:14] da metáfora do fim do mundo, né, ela ela

[01:00:16] contrasta com a com a ideia, né, com a

[01:00:19] escola como espaço de vida, né, eh, que

[01:00:23] diante, né, do desse diagnóstico, né, eh

[01:00:26] a gente tem um desafio, né, transformar

[01:00:29] a instituição escolar num genuíno espaço

[01:00:31] de vida onde on de saberes plurais

[01:00:34] convive, onde o território é respeitado

[01:00:37] e onde cada estudante é reconhecido como

[01:00:40] sujeito de direitos. E aí é um desafio,

[01:00:43] né, para para vocês que são gestores ou

[01:00:47] eh eu me coloco aqui também porque até

[01:00:49] pouco tempo, né, eu estava como gestor,

[01:00:52] sou professor no no IF

[01:00:55] e

[01:00:57] do no campus Iporá, no IF Goiano, campus

[01:00:59] Iporá, e eu fui coordenador dos cursos

[01:01:03] técnicos e depois gerente de ensino. E

[01:01:06] aí é quando eu vejo eh eh no no momento

[01:01:11] do novo ensino médio, da da

[01:01:14] da

[01:01:16] primeira, né, mudança que a gente tem lá

[01:01:18] da reforma do ensino médio de 2017, a

[01:01:21] gente tá começou um um processo de

[01:01:25] reformulação curricular, né, eh que para

[01:01:28] nós no início, a gente entendia que o

[01:01:31] impacto para nós não era tão grande,

[01:01:33] porque a gente já trabalhava de certa

[01:01:36] forma com a carga horária era integrado,

[01:01:39] a gente já estava já integrado a a

[01:01:42] formação geral com a a profissional,

[01:01:46] então a gente teria que fazer uma

[01:01:48] reformulação, adequação, mas a gente

[01:01:51] entendia que eh o desafio para nós era

[01:01:54] menor do que os das escolas estaduais,

[01:01:57] né? E aí, eh, a gente já naquele momento

[01:02:02] a gente já propôs a o trabalho, uma das

[01:02:07] formas de, de implementar essa a

[01:02:11] eh esse currículo interdisciplinar e

[01:02:15] contextualizado,

[01:02:17] usando como estratégia os projetos

[01:02:20] integradores.

[01:02:22] É, e é interessante que a diretriz

[01:02:23] curricular já traz agora como uma

[01:02:26] sugestão a a a implementação dos dos

[01:02:29] projetos integradores.

[01:02:32] Eh, eu nós vamos trabalhar uma

[01:02:34] disciplina no próximo semestre. Eu eu

[01:02:36] não vi ainda o conteúdo, né? Eu foquei

[01:02:39] mais eh nessa disciplina, principalmente

[01:02:42] essa semana, né, com a nossa fala aqui,

[01:02:45] mas na próxima semana eu já vou começar

[01:02:46] a preparar. Mas eu imagino que ele vai

[01:02:48] trazer um um desdobramento um pouco mais

[01:02:52] relacionado a isso, porque a questão da

[01:02:55] reforma curricular eh ela el da forma

[01:02:58] como ela tá proposta, ela vai requerer

[01:03:03] desafios muito mais metodológicos

[01:03:06] do que eh eu diria, epistemológicos,

[01:03:09] porque a quando a gente pega do ponto de

[01:03:12] vista das áreas de formação,

[01:03:14] eh, além tem assim, não traz algo muito

[01:03:19] novo em relação às áreas de formação, em

[01:03:22] relação já a gente já tem a BNCC

[01:03:25] relacionada mais detalhadamente do ponto

[01:03:27] de vista dos currículos e aquilo que a

[01:03:29] Lorena trouxe no início, é uma mudança

[01:03:31] mesmo de paradigma e principalmente

[01:03:34] metodológico na forma de organização

[01:03:36] curricular. Como que vai essa

[01:03:38] arquitetura curricular? que é o grande

[01:03:40] desafio. Eh, então eu acredito que essa

[01:03:43] disciplina no próximo semestre a gente

[01:03:45] vai a a eh trazer um pouco mais

[01:03:48] detalhado sobre isso. Mas eh então esse

[01:03:52] eh eh aí é interessante vocês pensarem

[01:03:56] nesses desafios que vocês como gestores,

[01:03:59] né, terão,

[01:04:01] né, ou estão tendo nesse processo.

[01:04:04] Eh, aqui, eh, essa disciplina, como eu

[01:04:09] disse, conversa bastante com a com a

[01:04:11] gestão democrática, porque,

[01:04:14] eh, quando a gente fala de gestão

[01:04:16] democrática do ponto de vista

[01:04:18] administrativo, né, a gente pensa na

[01:04:21] organização da escola. Quando a gente

[01:04:23] fala do ponto de vista pedagógico, e

[01:04:26] aqui a gente pensa na questão

[01:04:28] curricular,

[01:04:30] eh, claro, o curricular também faz parte

[01:04:32] da organização da escola, mas é o cerne

[01:04:35] da escola, é o currículo, né? A escola

[01:04:39] poderia ter a melhor estrutura, poderia

[01:04:42] ter o melhor quadro docente se não tiver

[01:04:45] uma boa organização curricular, se não

[01:04:47] tiver uma boa proposta curricular, essa

[01:04:49] escola não vai ter um um

[01:04:53] eh identidade da escola é o currículo,

[01:04:57] né? Então, e aí a gente tem um paradoxo,

[01:05:00] porque a da questão da democratização

[01:05:05] e a a quando a gente fala em

[01:05:07] democratização aqui do ponto de vista

[01:05:10] político, eh a gente tem de não que a

[01:05:13] gente tem de desvincular mais dessa

[01:05:15] ideia inicial, mas a gente tem que

[01:05:17] pensar que a gente tem que ir muito além

[01:05:20] da ideia inicial que a gente teve de

[01:05:22] democratização, porque na década de 80

[01:05:25] se falava na democratização do acesso.

[01:05:28] A gente vai ter um avanço na década de

[01:05:32] 90 e principalmente no início do século

[01:05:34] XX aí com a democratização do acesso.

[01:05:37] Mas a democratização do acesso ela não é

[01:05:40] suficiente. Aí quando a gente fala da

[01:05:42] expansão física, do número de

[01:05:45] matrículas, número de escolas,

[01:05:47] construção de prédios, tudo isso

[01:05:49] facilita e tá voltada paraa questão do

[01:05:52] acesso. Mas hoje a discussão ela é muito

[01:05:55] mais ampla do que só a questão do

[01:05:57] acesso. É na qualidade. Quando a gente

[01:05:59] fala na na questão do democratização da

[01:06:02] qualidade do ensino, aí a gente precisa

[01:06:06] pensar eh e incluir a questão curricular

[01:06:09] e dentro da questão curricular a justiça

[01:06:12] curricular.

[01:06:14] E

[01:06:16] se a gente fala em justiça, a primeira

[01:06:18] ideia que vem é de direitos.

[01:06:21] É, a justiça é é é o exercício na

[01:06:24] igualdade ou na na execução do do do o

[01:06:28] eh no exercício dos direitos. E se vocês

[01:06:31] observar a gente o foco aqui é o ensino

[01:06:34] médio, mas desde a educação infantil tá

[01:06:36] lá como o o eh a questão do direito e da

[01:06:41] justiça curricular. se ela não está lá,

[01:06:44] a a o termo justiça curricular, se não

[01:06:46] está lá na educação infantil, lá fala

[01:06:48] dos direitos da criança, que nada mais é

[01:06:51] do que a justiça curricular. Só que a o

[01:06:53] o a quando pega lá na educação infantil,

[01:06:57] eh,

[01:06:59] quando fala de de de direitos da

[01:07:02] criança, eh eh os conteúdos são outros,

[01:07:07] mas o brincar eh o o o direito a a

[01:07:12] espaços, a exercer todas as suas

[01:07:16] atividades necessárias ao

[01:07:18] desenvolvimento.

[01:07:19] Então, é porque o currículo lá da

[01:07:22] educação infantil é diferente do ensino

[01:07:25] médio, mas se a gente for analisar

[01:07:27] também aí tá a ideia do do da justiça

[01:07:30] curricular sendo implementada. Então, eh

[01:07:35] essa a melhor qualidade no ensino médio

[01:07:39] ou a democratização da qualidade no

[01:07:41] ensino médio, ela passa pela justiça

[01:07:45] curricular.

[01:07:47] Pode, pode passar.

[01:07:51] Eh,

[01:07:55] aqui a gente tem eh o o a primeira ideia

[01:07:59] que a gente tem nas diretrizes

[01:08:01] curriculares eh sobre a a eh a justiça

[01:08:06] curricular

[01:08:08] é a questão da formação básica, né, ou a

[01:08:13] formação geral básica. Então, nós vimos

[01:08:15] na outra disciplina, né, que a as

[01:08:18] diretrizes curriculares, ela tá dividida

[01:08:20] em três eixos ali, formação geral

[01:08:23] básica, eh os itinerários formativos de

[01:08:27] aprofundamentos e os itinerários

[01:08:29] formativos profissionais, de formação

[01:08:31] técnica profissional, que aí cada rede

[01:08:34] pode, dentro das suas condições e e

[01:08:37] dentro de cada realidade nos nas redes,

[01:08:40] né, ela não tem que ser eh eh aí eu, né,

[01:08:43] Ela eu não tenho toda a propriedade para

[01:08:46] falar isso como a Lorena, mas nem todo o

[01:08:49] município vai ter condição de

[01:08:50] implementar eh a, por exemplo, o

[01:08:53] itinerário formativo técnico

[01:08:55] profissional, né? Mas uma das grandes

[01:08:58] mudanças que a gente tem nessa nova

[01:09:01] diretriz é a ampliação da formação geral

[01:09:04] básica, que na outra tinha baixado para

[01:09:08] 100 horas e não era mínimo, era máximo,

[01:09:11] né? era fixo 1800 horas. Eh, e a gente

[01:09:17] tem volta para 2400, que é aquela antiga

[01:09:22] formação geral que a gente tinha, que

[01:09:24] era 3 anos de 800 horas, no mínimo, né?

[01:09:27] Daria 2400.

[01:09:29] E aí a gente vai ter 600 horas de de

[01:09:32] itinerário, dependendo da forma como foi

[01:09:35] organizada, porque aí esse a gente viu

[01:09:39] na outra disciplina, não vou voltar

[01:09:40] nisso aqui, mas isso aí muda de 100 de

[01:09:43] 2400 pode voltar para 2100. enfim, eh, a

[01:09:48] formação geral básica, por que que ela é

[01:09:52] tida como um eh eh como o o do dos da

[01:09:55] dos focos da da justiça curricular

[01:09:59] no ensino médio? O ensino médio ele não

[01:10:03] é eh o ensino médio ele não traz amplia

[01:10:07] eh eh ele não traz, diria, novas eh

[01:10:12] novas bases de formação geral. A forma,

[01:10:14] toda a base de formação geral, ela tá no

[01:10:16] ensino fundamental. O ensino médio é uma

[01:10:18] consolidação. Quando a gente vai olhar

[01:10:20] lá nas diretrizes, acho que anteriores,

[01:10:22] trazia essa ideia de diretrizes

[01:10:24] curriculares do ensino médio anterior,

[01:10:26] que o ensino médio ele é a consolidação

[01:10:28] da formação geral básica que já está na

[01:10:32] na no ensino fundamental. Claro que aí

[01:10:34] amplia-se, né, alguns conteúdos na área,

[01:10:36] principalmente ciências da natureza, na

[01:10:39] ciências sociais, né? Mas é a última

[01:10:43] oportunidade que o estudante tem de uma

[01:10:46] formação geral básica, porque quando

[01:10:48] você pensa na educação superior,

[01:10:50] quanto mais ele vai elevando o nível,

[01:10:53] mais vai afunilando a sua formação.

[01:10:56] Então é a última oportunidade que ele

[01:10:58] tem de uma boa formação geral básica.

[01:11:01] Pode passar

[01:11:04] eh o o Roberto, né? Nós vimos lá um um

[01:11:08] dois textos do Roberto Rafael Dias, que

[01:11:12] trata da justiça curricular e ele traz

[01:11:14] três princípios aí ou três dimensões,

[01:11:19] né, interessantes que a a justiça

[01:11:22] curricular eh está na justiça

[01:11:25] curricular. Um é de redistribuição, que

[01:11:28] é a garantia que tativa de recursos

[01:11:30] materiais simbólico, acesso igualit

[01:11:33] igualitário a saberes historicamente

[01:11:36] valorizados.

[01:11:38] Então,

[01:11:39] eh, inclusive quando se pensa na questão

[01:11:43] da da da redistribuição,

[01:11:47] eh, inclusive de espaços, eh, e

[01:11:50] estruturas e materiais, por exemplo,

[01:11:54] dentro da escola, eh dentro da ideia que

[01:11:58] ele traz de justiça,

[01:12:00] eh, se dentro da escola o gestor ou

[01:12:05] qualquer, eh, professores que pense a

[01:12:09] ideia de que todos eh de que todos devem

[01:12:13] acessar de forma igual dentro da escola,

[01:12:17] dentro da ideia do Roberto eh Rafael da

[01:12:20] Silva, a injustiça, porque aquilo que

[01:12:24] vem de diferente ou de condições

[01:12:28] eh inferiores que ele traz de fora da

[01:12:31] escola para dentro da escola, se ele for

[01:12:33] tratar igual, ele tá sendo tratado de

[01:12:35] forma injusta.

[01:12:37] né? Então, eh, é o que muitas vezes eu

[01:12:40] já vi na prática, por exemplo, as

[01:12:42] escolas fazem com os alunos que moram na

[01:12:45] zona rural ou que vem do transporte

[01:12:47] escolar, se ele for receber a

[01:12:50] alimentação escolar da mesma quantidade,

[01:12:52] nos mesmos horários dos outros alunos,

[01:12:55] ele vai ter dificuldade, ele tá sendo

[01:12:56] tratado de forma desigual, porque as

[01:12:58] condições dele é desigual. Então aqui

[01:13:00] essa redistribuição e eh a a trata dessa

[01:13:04] questão. E aí um outro que é ideológico

[01:13:08] é a questão do reconhecimento das

[01:13:10] identidades.

[01:13:12] Eh, nós nós sempre eh a eh

[01:13:17] a escola ou a escola ou a gente fala

[01:13:21] aqui no âmbito político, né, de pensar a

[01:13:23] escola,

[01:13:25] sempre pensou eh que a democratização da

[01:13:29] escola e e do ponto de vista curricular

[01:13:33] é a democratização do conhecimento

[01:13:35] científico, que aquela ideia que tá

[01:13:38] quando ela não está explícita, mas

[01:13:41] implicitamente já tá tá na aquela ideia

[01:13:43] de que eh nós temos que oferecer os

[01:13:48] conhecimentos científicos aqueles que

[01:13:50] não têm acesso ao conhecimento,

[01:13:52] principalmente principalmente aqueles

[01:13:54] que não têm acesso ao conhecimento

[01:13:56] científico. E claro, é papel da escola,

[01:13:59] só que a escola ela foi tida durante

[01:14:03] muito tempo como a função dela em

[01:14:07] relação ao aos conhecimentos é os

[01:14:10] conhecimentos científicos. de forma

[01:14:12] impositiva, eh,

[01:14:15] igual para todos. Então, eh, sem levar

[01:14:19] em consideração os saberes,

[01:14:22] eh, culturais, eh, que não estão no

[01:14:26] âmbito científico, que estão no âmbito

[01:14:28] da da do dia a dia da dos vários grupos,

[01:14:32] né, eh, sociais.

[01:14:35] Eh, e aí nessa ideia de democratizar o

[01:14:40] conhecimento científico, se excluiu os

[01:14:43] outros conhecimentos,

[01:14:46] os outros saberes.

[01:14:48] E e aí essa ideia de reconhecimento

[01:14:51] seria no sentido de reconhecer que

[01:14:54] existe a escola é é um ambiente de

[01:14:56] múltiplos saberes e que ao mesmo tempo

[01:14:59] em que ela vai democratizar os

[01:15:01] conhecimentos científicos, ela precisa

[01:15:03] também dentro dessas dessa eh

[01:15:07] democratização do conhecimento

[01:15:09] científico também da oportunidade para

[01:15:13] os outros, né, eh conhecimentos, as

[01:15:15] outras realidades. E e aí a gente tem

[01:15:19] naquele vídeo do do do

[01:15:22] CrenAC, é inclusive um que está na

[01:15:25] atividade que vocês vão fazer um

[01:15:27] riquíssimo aquele conteúdo, gente,

[01:15:29] riquíssimo. É, eh,

[01:15:32] para pras a a Simone, que é professora

[01:15:35] de história, né? eh eh traz assim dentro

[01:15:39] da disciplina de história para trazer a

[01:15:40] diversidade, para trazer a ideia de

[01:15:45] de o quanto eh outras culturas

[01:15:49] colaboram, principalmente para pensar

[01:15:52] uma sociedade mais sustentável, uma

[01:15:55] sociedade mais coletiva, uma sociedade

[01:15:58] aonde valoriza os saberes ancestrais

[01:16:01] também.

[01:16:02] Eh, e por último, e por último, não, e o

[01:16:06] terceiro, eh, dimensão é o da

[01:16:08] participação, que vai, né, eh, eh,

[01:16:12] interagir totalmente com a ideia eh da

[01:16:17] democratização da eh eh

[01:16:22] da da justiça curricular, então, de que

[01:16:26] todos, né, o estudante como sujeito, né,

[01:16:30] ativo, eh, da vida escolar. E eu sou

[01:16:34] professor nos cursos de licenciatura. Eu

[01:16:36] sempre, quando eu eu trabalho a

[01:16:37] disciplina de gestão escolar e de

[01:16:39] políticas públicas, eu sempre falo pros

[01:16:41] alunos, a gente não pode pensar a a

[01:16:45] gestão na escola só do ponto de vista

[01:16:47] administrativo. A o os alunos eles têm

[01:16:51] que ser dentro de sala de aulas

[01:16:54] eh já preparados eh como espaço de

[01:16:58] gestão democrática. Então, o professor

[01:17:01] eh o primeiro espaço que o aluno tem que

[01:17:04] perceber como espaço de de

[01:17:07] democratização é dentro da sala de aula,

[01:17:10] eh, como espaço de formação dessa

[01:17:13] democracia. Então, essa participação,

[01:17:17] ela é uma forma de, eh,

[01:17:20] de eu colocar em prática a justiça

[01:17:22] curricular. Pode passar.

[01:17:29] E

[01:17:31] aí caminhando já pra gente eh pro

[01:17:33] encerramento, né, a ideia do bem viver,

[01:17:36] eh, uma alternativa ética. E aí a gente

[01:17:39] tem principalmente no a ideia do Acosta,

[01:17:43] né, o conceito eh eh o Alberto Acosta,

[01:17:47] eh

[01:17:49] ele é um um um paradigma mesmo, ele

[01:17:53] coloca como um paradigma filosófico e

[01:17:55] político, né, eh originário dos povos

[01:17:58] andinos e amazônicos. é sistematizado,

[01:18:01] né, por por Costa, propõe a harmonia

[01:18:04] entre seres humanos, coletividade e

[01:18:07] natureza como fundamento de qualquer

[01:18:10] projeto civilizado em oposição radical à

[01:18:13] lógica do acúmbrio individual e da

[01:18:16] competição

[01:18:17] predatória.

[01:18:19] Então ele faz uma crítica à nossa

[01:18:21] sociedade neoliberal, que eh

[01:18:26] em

[01:18:28] defesa de um desenvolvimento,

[01:18:31] né, eh econômico principalmente, eh

[01:18:36] acaba, eh, destruindo a natureza,

[01:18:39] eh mudando as relações eh sociais,

[01:18:44] eh a escola acaba incorporando e sendo

[01:18:47] um instrumento de reprodução dessas

[01:18:49] ideias. Eh, e aí o que está se propondo

[01:18:53] não é eh

[01:18:56] ir contra o desenvolvimento, né? Eh, eh,

[01:18:59] mas o bem viver no sentido de levar em

[01:19:03] consideração eh outras realidades e

[01:19:06] outras formas de desenvolvimento que não

[01:19:08] apenas esse desenvolvimento predatório.

[01:19:11] É uma ideia de bem viver aonde nós temos

[01:19:14] uma sociedade mais justa, inclusive uma

[01:19:17] sociedade mais consciente, né,

[01:19:20] principalmente da eh

[01:19:24] do ponto de vista ambiental.

[01:19:27] Eh, e do ponto de vista de vivências

[01:19:30] coletivas. E aí a a os dois vídeos,

[01:19:34] tanto do nego bispo, o quilombola, né,

[01:19:38] que traz, ele faz uma crítica a à escola

[01:19:42] como essa forma de eh

[01:19:46] de saber único, né, e que não considera

[01:19:49] os saberes da cultura, principalmente da

[01:19:52] cultura ancestral.

[01:19:54] eh ele faz uma crítica muito forte em

[01:19:56] relação a isso. Eh, então, a a gente vai

[01:20:00] ter aqui nessa nessa ideia de bem viver

[01:20:04] e aí eh

[01:20:07] principalmente no vídeo que vocês vão

[01:20:09] ver, ele a gente sempre a ele fala que

[01:20:12] não é uma ideia, não é por maldade, mas

[01:20:16] eh que muitas vezes em em nome de um a

[01:20:19] ideia de resgate,

[01:20:21] resgate da cultura, resgate dos

[01:20:23] direitos, ele fala que não tem que

[01:20:25] resgatar nada. E aí ele, vocês vão ver,

[01:20:29] eh eh ele fala que a ideia de resgate

[01:20:31] ela é distorcida.

[01:20:34] Ele fala que eh eh

[01:20:41] a gente tenha que exercer o direito de

[01:20:44] viver, o direito de de nossas ideias

[01:20:48] serem eh discutidas.

[01:20:52] Eh,

[01:20:54] então, se todos têm os mesmos direitos,

[01:20:58] não há necessidade de pensar em resgate.

[01:21:01] Então, o o o a a escola, ele eh eh aí eu

[01:21:06] coloquei uma citação aqui, a escola que

[01:21:09] pratica o bem e viver não prepara

[01:21:11] estudantes para vencer na vida, prepara

[01:21:13] comunidades para viver bem juntas.

[01:21:16] Então, essa ideia de de uma escola eh

[01:21:21] competitiva, né, eh é criticada dentro

[01:21:26] do conceito de bem viver. Pode pode

[01:21:29] passar.

[01:21:32] Eh,

[01:21:34] ele e aí é interessante que nessas

[01:21:37] ideias do do eh principalmente do

[01:21:40] Acosta, ele coloca que a Terra ela

[01:21:44] precisa ser vista como um casa comum.

[01:21:48] E aí o o o

[01:21:51] eh como gestores, né, eh de escolas de

[01:21:55] ensino médio, né, eh

[01:21:59] a gente precisa pensar, né, o território

[01:22:03] eh

[01:22:05] de vida coletiva,

[01:22:08] eh pensar a o o todo o nosso espaço como

[01:22:13] eh

[01:22:15] como o

[01:22:18] Eh, embora possa parecer o tópico,

[01:22:20] porque dentro da nossa realidade, né,

[01:22:21] não é assim que a gente vivencia, mas um

[01:22:25] espaço que seja um mundo que seja comum

[01:22:27] para todos e não um espaço de eh

[01:22:32] de disputas e um espaço de, né, de

[01:22:36] tantas guerras, de tantas eh em todos os

[01:22:40] sentidos, né, aqui a gente tá falando eh

[01:22:44] muito mais uma espaço de disputas

[01:22:46] ideológicas, disputas de conhecimento,

[01:22:49] mas são essas disputas, né, que dão

[01:22:52] origem a a outras, né, outros tipos de

[01:22:56] de disputas.

[01:22:59] E a o aqui uma ideia do nego bispo que é

[01:23:03] a gestão para confluência, né? Um

[01:23:05] pensador quilombola, Antônio Bispo dos

[01:23:08] Santos, né? ele distingue o saber

[01:23:12] confluente,

[01:23:14] eh, que flui, mistura e fortalece do

[01:23:16] saber mercantilizado, que é é o saber,

[01:23:19] ele fala que, eh,

[01:23:23] que é o saber que é tido como o

[01:23:26] eh

[01:23:29] o saber legítimo, né, o saber

[01:23:31] científico.

[01:23:32] Então, eh, essa escola como confluência,

[01:23:37] né, eh, não deve ser um espaço de

[01:23:39] imposição de uma única cosmologia,

[01:23:43] eh, mas um território de encontro

[01:23:45] confluência de saberes, né, científicos

[01:23:47] ou indígenas, quilombolas, populares.

[01:23:51] Então, não é uma ideia de eh um saber

[01:23:54] impondo sobre o outro ou eh você tira um

[01:23:59] saber e coloca o outro, mas é um espaço

[01:24:01] de vivência de todos os saberes. Então,

[01:24:05] eh

[01:24:07] pode passar.

[01:24:11] Eh, e aí como que a gestão, né, vai

[01:24:15] lidar com isso, né? O o

[01:24:18] primeiro é que a gente quando a gente

[01:24:21] fala eh nessas ideias, a gente pode

[01:24:24] pensar que essas ideias de bem viver,

[01:24:26] essas ideias coletivas, elas a gente tá

[01:24:29] tão acostumado às vezes em espaços muito

[01:24:32] eh individualistas

[01:24:35] eh que a gente esquece que existe muitas

[01:24:38] vezes construções coletivas próximos de

[01:24:40] nós. Então, eh, uma primeira estratégia

[01:24:45] seria a escola começar a identificar

[01:24:48] na própria comunidade essas construções

[01:24:51] coletivas, esses espaços coletivos.

[01:24:54] Então, eh,

[01:24:57] e, e valorizar isso, né? não só

[01:24:59] identificar, mas toda a escola

[01:25:01] identificar e valorizar isso. Eh,

[01:25:05] do território, né, ao plano da gestão.

[01:25:09] Então, incorporar o território ao plano

[01:25:11] de gestão escolar significa reconhecer

[01:25:14] que a escola não existe

[01:25:17] eh

[01:25:21] isolada da comunidade que o sustenta. O

[01:25:24] gestor que mapeia o entorno transforma

[01:25:26] diagnóstico em política. identifica

[01:25:29] parceiros, fortalece vínculos

[01:25:32] comunitários,

[01:25:33] eh

[01:25:37] estrutura,

[01:25:39] elabora projetos integradores e ancora o

[01:25:42] currículo em realidades concretas e

[01:25:45] significativas para os estudantes.

[01:25:47] Então, a ferramenta prática, ó,

[01:25:48] realizar, né, aí e é sugestão, é claro.

[01:25:53] Eh,

[01:25:55] mas é é a as ideias podem parecer

[01:25:58] simples, mas a gente começa geralmente

[01:26:01] do mais do mais simples. É, a gente, né,

[01:26:05] pensar, como eu falei para vocês, o

[01:26:06] grande desafio pensar a arquitetura eh

[01:26:12] do curricular, ela não é um trabalho eh

[01:26:15] fácil, mas tem que começar e talvez a

[01:26:18] primeira vez não, né, as primeiras

[01:26:20] tentativas não vai ser interessante, mas

[01:26:23] é preciso iniciar. Então, pode passar. a

[01:26:27] gente precisa muitas vezes começar das

[01:26:29] ideias mais simples. Então, pra gente

[01:26:31] finalizar, né, a justiça curricular eh

[01:26:34] concerta caminho eh eh concerta o

[01:26:37] caminho, né, o bem viver redefine

[01:26:40] horizonte.

[01:26:41] Então, em, eh, a síntese, né, da jornada

[01:26:45] eh reflexiva ajuda para uma nova

[01:26:48] identidade profissional. O gestor

[01:26:50] escolar

[01:26:51] com

[01:26:54] como tecelão de futuros é aquele que fio

[01:26:57] a fio tce relações, reconhece saberes,

[01:27:01] distribui recursos com equidade e abre

[01:27:04] espaços para todos os estudantes eh se

[01:27:08] vejam como protagonistas de sua própria

[01:27:10] história. Então aqui a gente tem a

[01:27:13] justiça curricular, né, a ideia da

[01:27:15] justiça curricular como um caminho para

[01:27:19] eh

[01:27:22] para garantir, né, o reconhecimento

[01:27:23] dessas diferenças. O bem viver, né, como

[01:27:27] a forma, como horizonte, né, eh, e vai

[01:27:31] proporcionar aí mais harmonia,

[01:27:33] pertencimento, né, dentro da escola. Eh,

[01:27:38] e o futuro ancestral aqui, né? Pode

[01:27:40] entrar outras ideias aqui de

[01:27:42] conhecimentos, mas é uma forma de

[01:27:43] recuperar o que foi silenciado para

[01:27:46] construir escolas mais humanas, justas e

[01:27:49] vivas.

[01:27:50] Pode passar.

[01:27:54] Então, aqui é o referencial que nós

[01:27:56] usamos. Pode passar.

[01:27:59] E aí fica o espaço, né, eh, aberto para

[01:28:05] perguntas, para comentários, sugestões.

[01:28:10] [aplausos]

[01:28:15] Vamos fazer uma rodada de perguntas

[01:28:18] e a obviamente as perguntas dentro da

[01:28:21] temática da exposição de cada um e após

[01:28:24] essas rodadas que nós faremos aqui nos

[01:28:27] polos. Aí os professores vão explicar

[01:28:29] qual que é a atividade, o que que eles

[01:28:30] esperam da atividade pra gente ir pro

[01:28:32] segundo momento.

[01:28:35] Calma, um de cada vez.

[01:28:38] Não precisa brigar. Alguém gostaria de

[01:28:41] fazer uma pergunta ou um comentário?

[01:28:46] Porque eu estava ouvindo a questão da

[01:28:48] gestão democrática

[01:28:50] e lembrando o quanto é difícil hoje a

[01:28:53] exercer a democracia, né? Porque a

[01:28:56] democracia traz conflitos

[01:28:59] e gerenciar conflitos é uma grande

[01:29:03] atribuição dos gestores.

[01:29:07] Eu, como eu já fui diretora também, eu

[01:29:09] já acho que eu já contei isso no webinar

[01:29:11] uma vez, eu sou a primeira mulher do IF

[01:29:13] Goiano a sentar na mesa de decisão.

[01:29:16] Então, tenho muita honra de falar isso,

[01:29:18] inclusive para meus alunos, porque isso

[01:29:19] é um legado.

[01:29:22] >> Não é tão fácil. Marl conhece a

[01:29:23] estrutura, não é muito fácil

[01:29:27] e há uma desconfiança o tempo inteiro de

[01:29:29] professor, de gestor, quando é mulher,

[01:29:32] então tanto que quando

[01:29:35] a quando eu fui gestora, eu fui paraa

[01:29:38] cidade de posse, que faz divisa com a

[01:29:41] Bahia

[01:29:42] e quando eu estava nessa organização

[01:29:45] para implantar o campus lá, os meus

[01:29:48] colegas diretores e pró-reitores de

[01:29:50] outros camp fizeram o seguinte

[01:29:53] comentário, porque na época eu tinha

[01:29:55] passado pro doutorado e aí disseram o

[01:29:57] seguinte: "Simone, você vai ter que

[01:29:58] escolher ou você vai ser diretora ou

[01:30:02] você faz o doutorado". Falei: "Por quê?"

[01:30:06] "Porque você não vai dar conta".

[01:30:09] Como mulher era impossível fazer um

[01:30:12] doutorado e ser gestora, porque ser

[01:30:15] gestor não é coisa para mulher. Ainda se

[01:30:19] pensa assim. E essa questão da imagem da

[01:30:22] escola pública, quando eu comecei há 30

[01:30:24] anos,

[01:30:26] um dos primeiros momentos pedagógicos

[01:30:28] que eu participei, o pessoal fez num

[01:30:30] teatrozinho lá e fez uma piada que eu

[01:30:32] fiquei tentando entender porque eu tava

[01:30:34] iniciando a profissão. Aí eles fizeram

[01:30:36] lá uma piada dizendo o seguinte:

[01:30:38] antigamente, quando o professor era do

[01:30:41] estado, o pessoal dizia: "Olha, lá vai o

[01:30:45] professor do estado".

[01:30:47] Porque uma posição de status, né? Hoje

[01:30:51] se fala assim: "Eh, eh, olha o estado do

[01:30:54] professor". Aí todo mundo riu, olha

[01:30:56] assim, falei: "Meu Deus do céu, onde que

[01:30:58] eu tô entrando?" Né? Porque quando a

[01:31:00] gente entra inicialmente na profissão, a

[01:31:02] gente entra com gás, com uma

[01:31:03] expectativa, com esperança de fazer toda

[01:31:06] esta transformação, de participar de uma

[01:31:08] escola que ouve,

[01:31:11] o que é importante, ouvir todos os

[01:31:13] segmentos

[01:31:14] e, principalmente alcançar essa justiça,

[01:31:18] mais do que a igualdade, a equidade.

[01:31:21] Aristóteles já dizia, né? Tratar os

[01:31:23] iguais na medida da sua igualdade, os

[01:31:25] desiguais na medida das suas

[01:31:27] desigualdades. Inclusive, é um dos

[01:31:30] trechos do livro de Rui Barbosa num

[01:31:33] livrinho chamado Oração aos para os

[01:31:35] moços. Então ele já dizia isso há mais

[01:31:38] de 100 anos. A gente não pode continuar

[01:31:41] tratando todo mundo igual. A gente não

[01:31:43] alcança igualdade porque nós somos

[01:31:45] diferentes. Graças a Deus, nós temos

[01:31:47] diferenças em todos os segmentos.

[01:31:50] Então, gerir e alcançar essa justiça é

[01:31:54] um caminho muito difícil, mas não

[01:31:56] impossível.

[01:31:58] E depois de do início da minha carreira,

[01:32:00] quando eu vi que um professor não tinha

[01:32:02] tanto assim valorização e assim aquela

[01:32:05] admiração, eu enfrento isso todos os

[01:32:07] dias. Quando os meus alunos olham para

[01:32:09] mim e falam assim: "Você é advogada?"

[01:32:13] Falei: "Eu tenho OAB".

[01:32:16] Aí eu sinto aquele olhar de raio X que

[01:32:18] veio até até o coração.

[01:32:21] Hum. Escolheu sala de aula. Aí eu já

[01:32:25] leio o pensamento dele, né? Já olha

[01:32:28] assim para mim e fala assim: "Ou é

[01:32:30] fracassada ou é burra, né?"

[01:32:33] >> Né? Porque a imagem do professor,

[01:32:36] >> coitada, porque a imagem do professor é

[01:32:38] algo realmente aquela de cuidado e nunca

[01:32:41] de uma profissão.

[01:32:44] E aí você pergunta paraos seus alunos:

[01:32:47] "Você quer ser professor, professora?"

[01:32:50] De forma nenhuma, Deus me livre.

[01:32:53] Então, além de todo esse debate, dessa

[01:32:56] dificuldade de ter uma instituição

[01:32:59] educacional que alcance todos e traga

[01:33:02] realmente a equidade, nós ainda temos

[01:33:05] que trabalhar com desconfiança.

[01:33:07] E nós, professores, somos bichos

[01:33:09] perigosos, né? perguntas, comentário.

[01:33:16] Só só um minutinho.

[01:33:25] >> Eh, bom dia.

[01:33:28] falando sobre gestão, sobre gestão

[01:33:30] escolar, eh, eu estou estou diretora há

[01:33:35] 9 anos de uma instituição que é pública,

[01:33:38] que é do estado, mas que não é vinculada

[01:33:41] a CEDUC, ela está vinculada a ciência,

[01:33:44] tecnologia e inovação. É a SECI, é uma

[01:33:47] rede de escolas públicas das escolas do

[01:33:51] futuro.

[01:33:53] E diferente das escolas da Ceduc, nós já

[01:33:57] somos geridos eh por uma parceria,

[01:34:01] primeiro por um contrato que é das OS,

[01:34:04] as tão temíveis OSs, né, que a educação

[01:34:08] vem trabalhando há um tempo para não ser

[01:34:10] gerida por uma OS e agora somos geridos

[01:34:13] por uma fundação.

[01:34:15] Estamos finalizando um convênio que

[01:34:17] agora é um convênio, era um contrato,

[01:34:18] foi um período tenebroso

[01:34:22] e agora nós estamos finalizando

[01:34:25] a a gestão tripartite

[01:34:28] de um convênio com a Universidade

[01:34:31] Federal de Goiás, a FUNAP e a SEQ.

[01:34:36] Então, o governo faz a política pública,

[01:34:39] a universidade por meio da da FUNAP, que

[01:34:44] tem um ente específico que é o set, faz

[01:34:48] a gestão das escolas do futuro. Somos

[01:34:52] hoje seis escolas, né, de tecnologia e

[01:34:56] artes. E a questão da da gestão, ela

[01:34:59] fica um pouco mais complexa do que ser

[01:35:03] gerido só por uma secretaria, no caso,

[01:35:06] né, da CEDUC. Então, nós temos que

[01:35:09] prestar conta a três entes,

[01:35:13] a SECTI,

[01:35:15] a FUNAP e a UFG. Então, a gestão fica um

[01:35:19] pouco mais difícil,

[01:35:21] mais complicada e mais complexa do que

[01:35:25] você ser gerida por apenas uma

[01:35:27] secretaria.

[01:35:29] Eh, por exemplo, eu sou efetiva do

[01:35:31] estado, sou professor efetivo da

[01:35:34] educação, que na época o Brasileiro

[01:35:37] França, que é a escola que eu sou

[01:35:38] gestora hoje, era vinculada, na época a

[01:35:42] gente era vinculada a CEDUC, depois ela

[01:35:45] foi desvinculada e vinculada a a SECI,

[01:35:48] então sou concursada, mas todos os meus

[01:35:52] pares, todos os meus coordenadores,

[01:35:55] eh, e os meus professores são

[01:35:57] professores seletistas

[01:36:00] vinculados à FUNAP. Então, é, é, a gente

[01:36:04] fica numa terra sem lei, né? Onde é que

[01:36:06] nós estamos? O dinheiro é público,

[01:36:10] é destinado para a FUNAP, que via UFG,

[01:36:14] via, que faz gestão desse dinheiro. Os

[01:36:19] meus professores são seletistas, não são

[01:36:21] efetivos, nem professores de contrato

[01:36:23] temporário.

[01:36:25] E é bem [roncando] difícil eh fazer

[01:36:29] gestão eh no meio de um convênio

[01:36:33] tripartite. Não tô dizendo que é

[01:36:34] impossível, não tô dizendo que é muito

[01:36:35] diferente da maioria das escolas. por

[01:36:38] exemplo, eh, apesar de eu ser efetiva,

[01:36:42] eu fiz processo seletivo para gestão,

[01:36:46] para ser diretora dessa escola,

[01:36:49] mesmo sendo efetiva do estado.

[01:36:53] Eh, estou, né, eu estou há 9 anos porque

[01:36:57] eu fiz um processo paraas oss, depois um

[01:36:59] processo para paraa fundação, mesmo

[01:37:03] sendo efetiva. Hoje eu sou eh pertenço à

[01:37:07] ciência e tecnologia, sou emprestada da

[01:37:09] educação

[01:37:11] e sou cedida para FUNAP. É bem um

[01:37:14] embrolho, né? Então assim, fazer gestão

[01:37:17] nesse processo é muito complicado,

[01:37:19] porque a autonomia que a gente tem não é

[01:37:21] tão grande, é uma autonomia bem

[01:37:23] limitada.

[01:37:25] A gente tem o conselho diretor. Conselho

[01:37:27] diretor praticamente hoje ele fica por

[01:37:31] conta

[01:37:32] da merenda escolar e de poucas decisões

[01:37:35] que você tem dentro da escola. Então, eh

[01:37:38] eh

[01:37:40] maior parte da normativa, ela vem da

[01:37:43] fundação, porque os professores são

[01:37:45] seletistas da fundação, da FUNAP, e é um

[01:37:50] grande desafio você fazer gestão de um

[01:37:54] convênio

[01:37:56] tripartite como o nosso. finalizando

[01:37:59] agora no final e a gente já tá num num

[01:38:02] num período eh,

[01:38:04] digamos assim, né, de extra porque era

[01:38:07] para ter finalizado, mas como é um

[01:38:08] período eleitoral, não se tem um um novo

[01:38:12] um novo instrumento de gestão das

[01:38:15] escolas do futuro. Então, a gente tá eh

[01:38:18] num tempo extra, esperando passar o

[01:38:21] período eleitoral para saber qual vai

[01:38:24] ser o próximo instrumento de gestão

[01:38:26] dessas escolas que são públicas,

[01:38:29] estaduais,

[01:38:31] de educação profissional e que a gente

[01:38:34] não sabe como é que vai ser para 2027,

[01:38:37] porque tudo depende de como vai a

[01:38:41] política da agora até o final. Então,

[01:38:44] pode ser que a gente seja gerida por um

[01:38:46] SSA,

[01:38:48] pode ser que a gente vai ser gerido por

[01:38:49] uma fundação ou que este convênio que

[01:38:52] nós estamos seja eh renovado, não

[01:38:55] renovado, né? Ele vai ter que ser

[01:38:57] refeito, né? Vai ter que se apresentar

[01:39:00] uma nova política para poder gerir essas

[01:39:04] escolas, essas seis escolas. Aí você

[01:39:06] fala assim: "Mas é uma escola só? É uma

[01:39:09] escola só. Só Basile França hoje tem

[01:39:11] 4500 alunos.

[01:39:13] Só Brasileirofrança, que é a escola que

[01:39:15] eu faço gestão, só ela tem 4500 alunos.

[01:39:19] Eu tenho Brasileu França, Goiânia. Eu

[01:39:21] tenho Basile França, uma unidade

[01:39:23] descentralizada em Jaraguá. A gente

[01:39:25] tinha uma unidade em Goiatuba e uma

[01:39:27] unidade em Trindade. Então, uma escola

[01:39:29] gigantesca

[01:39:31] com um único coordenador pedagógico, que

[01:39:33] é esse meu amigo aqui, é um único

[01:39:35] coordenador pedagógico. É uma escola

[01:39:37] gigante, 4500 alunos, não é uma escola

[01:39:40] pequena. Nós operamos em três turnos,

[01:39:43] manhã, tarde e noite. Oamos de segunda a

[01:39:47] sábado

[01:39:49] e domingo também, né? Porque nós somos

[01:39:51] uma escola de arte. Então nós temos os

[01:39:55] domingos, eu, por exemplo, estamos em

[01:39:57] cartaz começando hoje, mamia em cartaz

[01:40:00] hoje e domingo com duas sessões, ou

[01:40:03] seja, eu trabalho de domingo a domingo,

[01:40:06] a minha equipe trabalha de domingo a

[01:40:07] domingo, então é um pouco diferente. Eh,

[01:40:12] e aí é a pergunta, né? Como a gente

[01:40:16] otimiza tudo isso?

[01:40:19] Essa é a minha pergunta. Olha,

[01:40:22] na verdade o seu desafio é maior,

[01:40:24] [risadas]

[01:40:26] [suspirando] porque aí você tem que

[01:40:27] prestar conta para três órgãos

[01:40:29] diferentes, né? Eh, e mediar isso,

[01:40:33] porque é conflituante e ainda por cima é

[01:40:37] controlado, muito mais controlado, né?

[01:40:39] Não dá para você ter tanta autonomia

[01:40:41] assim. Eh, eu digo administrativa, né?

[01:40:45] Porque o pedagógico vocês, né, conseguem

[01:40:49] articular melhor, né,

[01:40:52] mas eh esse desafio aí ele aumenta muito

[01:40:56] maior. Mas se você tá falando que tá

[01:40:57] passando por processos,

[01:41:00] eu acredito também que vá eh sedimentar

[01:41:05] melhor, se organizar melhor, porque

[01:41:07] também é uma escola relativamente nova,

[01:41:09] não é?

[01:41:11] Na verdade, mas minha hoje tem 58 anos.

[01:41:16] >> Nossa, ela é muito antiga.

[01:41:18] >> Era uma escola que nasceu em 1967,

[01:41:21] ela já foi na CEDUC e hoje ela é da CIM.

[01:41:26] Então é uma escola que existe há muito

[01:41:28] tempo. As outras escolas do futuro são

[01:41:30] escolas relativamente novas de 10 anos.

[01:41:33] >> Ah, então é isso.

[01:41:34] >> Mas França tem 58 anos.

[01:41:37] >> Ela especificamente, né? Ela já é mais,

[01:41:40] >> a gente já foi centro de educação, a

[01:41:43] gente já foi instituto tecnológico e

[01:41:47] agora a gente é uma uma EFG, uma escola

[01:41:57] >> nos polos ou aqui existe algum

[01:42:00] comentário ou alguma pergunta pra

[01:42:01] Lorena, porque ela tem outro compromisso

[01:42:04] e ela precisa se ausentar da mesa.

[01:42:07] curso vai continuar fecha inscrição dia

[01:42:10] 20, né? Aí depois vai

[01:42:13] >> não, eu eh

[01:42:16] eu penso que vai sim. a gente tá

[01:42:19] articulando aqui, né, no IF Goiano e já

[01:42:23] fizemos uma reunião a respeito. É, é a

[01:42:27] intenção do MEC que a gente possa

[01:42:30] ampliar e o número de de inscritos, de

[01:42:33] participantes no curso por conta dessa

[01:42:36] intenção mesmo, é que a gente acha que

[01:42:38] deve haver a reoferta eh da POs, né?

[01:42:45] do novo ensino médio. Eu vi lá que as

[01:42:47] inscrições encerra o dia 20 agora.

[01:42:50] >> Não, ele sempre é reeditado, então agora

[01:42:53] no segundo semestre ele tá aberto de

[01:42:54] novo, viu? Tranquilo. E dá posse também,

[01:42:58] se Deus quiser.

[01:43:01] >> Professora, chamar de professora, tá?

[01:43:05] Lorena, muito obrigada pela

[01:43:06] participação. Fique à vontade e no

[01:43:09] próximo encontro já vou mandar com a

[01:43:11] vocação. Quero

[01:43:13] >> tá. Obrigada, viu? Tudo de bom para

[01:43:15] [aplausos] você.

[01:43:21] >> Mais uma rodada de perguntas.

[01:43:27] Eh,

[01:43:29] eu quero focar um pouco, talvez mais na

[01:43:32] questão da justiça curricular e na

[01:43:34] questão do currículo em si, em

[01:43:37] específico, dos conteúdos programáticos,

[01:43:39] digamos assim. Eh, e como

[01:43:44] é mais uma provocação, assim, nem é uma

[01:43:47] pergunta provocação para todo mundo que

[01:43:48] tá aqui, porque eu imagino que como

[01:43:50] professores temos experiências em várias

[01:43:52] redes, né? além do estado e como isso é

[01:43:56] aplicado de forma diversa, porque no

[01:43:59] estado a gente tem a matriz de

[01:44:00] habilidades essenciais, que é um recorte

[01:44:02] específico que é é divulgado para todas

[01:44:05] as escolas e isso baseia as avaliações

[01:44:09] em bloco. E eu vejo como isso é

[01:44:11] trabalhado em outro em outras redes, né,

[01:44:14] municipais.

[01:44:16] E nossa, como isso é problemático, pelo

[01:44:18] menos no lugar onde eu tenho contato,

[01:44:19] que é a cidade de Goiás.

[01:44:22] E para mim é um desafio muito grande

[01:44:26] essa questão do planejamento em rede,

[01:44:29] eh, da forma como é feito e assim a

[01:44:32] justificativas que é, eh, padronizar

[01:44:36] para poder você dar essa igualdade. E aí

[01:44:40] eu falo igualdade no sentido que não há

[01:44:42] equidade, né, e de ofertar o mesmo

[01:44:46] conteúdo a todos, mas sabendo que, por

[01:44:48] exemplo, a cidade de Goiás é uma cidade

[01:44:50] com um território enorme, com várias

[01:44:52] escolas rurais, com muitas salas

[01:44:55] multiseriadas ainda, principalmente em

[01:44:57] turmas rurais. E como se aplica um

[01:45:00] planejamento em rede desta forma? e um

[01:45:04] planejamento em rede onde não é feito

[01:45:06] como no estado que ainda tem o Nured,

[01:45:09] que é um núcleo eh formado por

[01:45:11] professores para desenvolver esse

[01:45:13] planejamento em rede e,

[01:45:17] enfim, nessa camada assim mais prática,

[01:45:19] digamos, da aplicação, né, e da gestão

[01:45:24] da gestão dessa aplicação que é feito

[01:45:26] pelos coordenadores pedagógicos em

[01:45:28] muitas camadas, eh, e aplicadas pelos

[01:45:31] professores na prática,

[01:45:34] Isso é uma coisa que me inquieta muito,

[01:45:37] assim, enquanto professora e enquanto

[01:45:40] coordenadora pedagógica e enquanto

[01:45:43] pessoa preocupada assim com o futuro,

[01:45:45] porque eu também tenho dupla formação,

[01:45:46] eu sou contadora e eu converso com

[01:45:50] outras pessoas, né, que não são do meio

[01:45:53] da educação e vejo assim pessoas que não

[01:45:56] têm filhos, que a total desconhecimento

[01:45:59] da de camada da sociedade de como tá

[01:46:02] aent hoje eu tenho muita preocupação com

[01:46:05] os meninos porque quando eu terminei meu

[01:46:08] ensino médio em 2013 e assim não tem

[01:46:10] tanto tempo, pouquíssimo tempo, eu tinha

[01:46:13] um outro espírito assim no ensino médio

[01:46:16] e eu vejo os meninos do ensino médio

[01:46:18] hoje eu fico triste, sabe? Eles são

[01:46:21] meninos tristes e isso me incomoda muito

[01:46:25] e a gente critica muito o imediatismo

[01:46:27] deles, mas como algum de vocês falou no

[01:46:31] início, eles têm muito acesso à notícia,

[01:46:33] mas eles não conseguem converter isso em

[01:46:36] informação.

[01:46:38] E com tanta notícia ruim, como é que eu

[01:46:40] posso julgar o menino por ser

[01:46:42] imediatista? A gente não sabe, né? Tipo

[01:46:44] assim, daqui pro final do ano pode

[01:46:45] acabar o mundo, entendeu? Como

[01:46:47] incentivar esses meninos a terem planos

[01:46:50] de longo prazo e não pensarem a só a

[01:46:52] curto prazo com tanta coisa ruim

[01:46:54] acontecendo o tempo todo e dar

[01:46:56] perspectiva para que eles possam sonhar?

[01:46:59] Porque eu acho que esse é um pouco o

[01:47:01] papel da escola, né? Vislumbrar um pouco

[01:47:03] de futuro para eles. Eh, porque é uma

[01:47:07] coisa que eu falo quando eles questionam

[01:47:08] da utilidade do que eles estão

[01:47:10] estudando. Por que que eu tô estudando

[01:47:12] isso? Eu não vou fazer isso? Ass. Olha,

[01:47:13] eu não sei o que você vai fazer. Por

[01:47:15] isso que eu tenho que te ensinar tudo.

[01:47:17] Você pode sair daqui e ser engenheiro

[01:47:19] civil. Você pode sair daqui e virar

[01:47:21] médico. Por isso que você tem que

[01:47:22] aprender a biologia, você tem que

[01:47:24] aprender matemática, porque eu não sei,

[01:47:26] você não sabe.

[01:47:29] Mas eh nessa posição eu tenho muitas

[01:47:32] angústias sobre tudo isso.

[01:47:41] É outra pergunta ou comentári

[01:47:44] >> não é continuação,

[01:47:45] >> tá

[01:47:46] >> dessa inquietação em relação ao público

[01:47:49] que nós temos no ensino médio. Eu fico

[01:47:50] vendo, fazendo, né, essa pós tanto lá

[01:47:54] quanto cá aqui nesse momento e pensando

[01:47:57] assim, gente, como a educação tem

[01:47:59] evoluído. Aí eu venho, ouço o Marlúcio

[01:48:00] lá contando a história dele lá no

[01:48:02] início. Gente, hoje em dia parece que já

[01:48:04] tá tão bom, já tem tanta coisa, já mudou

[01:48:07] tanto, parece que tá tão encaixando para

[01:48:10] eles todos os aspectos, em todos os

[01:48:13] aspectos. E aí eu fico lembrando eh da

[01:48:17] quando a Lorena falou lá da dos

[01:48:20] objetivos estratégicos lá, a questão de

[01:48:22] de manter o acesso, de manter o aluno na

[01:48:24] escola, a questão da buscativa e você

[01:48:27] faz uma buscativa

[01:48:30] e aí faz bem aquele efeito contrário.

[01:48:33] Quando a mãe pega aquele documento,

[01:48:34] principalmente falando que que ela que é

[01:48:36] a obrigação dela, que é lei mesmo, né?

[01:48:38] Levar o menino pra escola. E eu acho que

[01:48:40] ela, acho, não tenho certeza, ela fica

[01:48:41] com medo, vai lá, não vou levar ele para

[01:48:42] outra escola, vou tirar, vou pegar a

[01:48:43] transferência, vou tirar a matrícula.

[01:48:45] Eles falam assim, né? E aí foi, puxa

[01:48:47] vida, a minha visita em casa, hum, deu

[01:48:50] ruim.

[01:48:52] E aí em outros aspectos também a gente

[01:48:54] proporciona tanto pro ensino médio eh o

[01:48:57] o bolsa,

[01:48:59] o cartão do ticado lá, bolsa estudo

[01:49:03] e o aluno quer trabalhar, quer estudar à

[01:49:06] noite, o currículo se organizando, essa

[01:49:09] formação geral básica ali, o IFA, o

[01:49:12] noturno Goiásc é o o tecnológico lá, né?

[01:49:16] o o itinerário é diferente do do fic do

[01:49:18] matutino. Ou seja, parece que toda

[01:49:21] política pública que que vem sendo

[01:49:22] organizado, tudo que a gente vem

[01:49:24] fazendo, o aluno é um triste, é um sem

[01:49:26] perspectiva. Aí eu fico vendo essa

[01:49:28] questão da gente da conexão ali da

[01:49:30] ciência, né, com a com a vida, né, o

[01:49:33] ensino cada vez mais voltado pra prática

[01:49:36] ali para para vincular, pro aluno

[01:49:38] perceber, se perceber.

[01:49:41] Nossa, gente, aí eu fico assim que

[01:49:44] inquieta, parece que eu não vejo o

[01:49:46] caminho

[01:49:49] dessa teoria chegar de fato ali. A gente

[01:49:51] luta para isso, mas ainda não vejo. E

[01:49:55] quando eu eu vejo o o a fala da Lívia,

[01:49:58] aquela questão do estoro, aquilo me

[01:49:59] inquietou tanto também

[01:50:02] e aí eu fico só pensando, lembrando

[01:50:04] daquela chave dos Chaves que a gente viu

[01:50:05] demais lá. Tudo eu, tudo eu, tudo eu,

[01:50:09] tudo eu tenho que fazer. A esfera

[01:50:11] administrativa financeira, meu Jesus

[01:50:13] amado, prestação de contas, a colega ali

[01:50:16] deve ter uns 30 CAF, né? Questão de

[01:50:19] prestação de conta que ela deve fazer.

[01:50:21] Eu tenho uma CAF e quase morro com

[01:50:23] prestação de conta.

[01:50:26] >> Ah, não, gente, vai virar a santa,

[01:50:30] a gente vai ter que ser fiel dela.

[01:50:33] Então, é essa inquietação que eu trago,

[01:50:35] né? São falas assim que mexe muito com a

[01:50:38] gente e e a gente tem que refletir muito

[01:50:41] sobre cada aspecto, né? Mas vamos lá,

[01:50:44] vamos vencer.

[01:50:53] Ah, o meu questionamento vai nessa mesma

[01:50:55] linha, eh, mais voltado pro Marlúcio, no

[01:50:59] sentido que quando a gente viu aqueles

[01:51:02] autores que fala da questão da gente não

[01:51:05] focar na questão individualista, na

[01:51:07] questão de do menino querer ser o

[01:51:09] melhor, nesse sentido de de se

[01:51:12] autopromover, mas por outro lado, a

[01:51:14] gente tem, por exemplo, a questão das

[01:51:16] plataformas que é cobrado da gente, Eu

[01:51:18] sou coordenador de uma escola em

[01:51:20] Aparecida de Goiânia, na região

[01:51:22] periférica, onde que muitos alunos às

[01:51:25] vezes para de estudar para trabalhar,

[01:51:28] ajudar a família. Muitos alunos às vezes

[01:51:31] têm envolvimento com situações de droga.

[01:51:34] Muitas crianças com 16 anos às vezes sai

[01:51:38] de casa por causa que os pais, as mães,

[01:51:41] tipo, não dão mais conta e, tipo, deixa

[01:51:43] eles ir para onde eles quiserem. Aí,

[01:51:47] como que a gente vai conseguir uma

[01:51:48] equidade para um tipo de aluno desse?

[01:51:50] Como que eu vou cobrar 100% de acesso lá

[01:51:53] numa plataforma do Netcola do IFA? E é

[01:51:57] isso que acontece na Cred Aparecida,

[01:51:59] eles costumam tipo ranquear as escolas.

[01:52:01] Olha, escola tal tá excelente porque,

[01:52:04] tipo, tem 100% de acesso lá no desafio

[01:52:07] crescer e assim por diante, no Go

[01:52:11] English, entendeu? E aí, como que a

[01:52:14] nossa realidade não é a mesma realidade

[01:52:16] de todos? Como que a gente vai conseguir

[01:52:19] melhorar nesse sentido? Sendo que às

[01:52:21] vezes o que o estudante vai lá na escola

[01:52:23] é por causa, como vocês citaram aí, é

[01:52:26] por causa do lanche, é para ter um

[01:52:28] alimento ou algo assim nesse sentido,

[01:52:30] entendeu? Então assim, eu penso que

[01:52:32] nesse sentido a gente precisa evoluir

[01:52:35] muito ainda na questão das políticas

[01:52:37] públicas, pensar nos diferentes

[01:52:39] territórios. Eu

[01:52:43] só quero eh abrir um parêntese aqui

[01:52:46] falando sobre as escolas do futuro. A

[01:52:49] gente tem um projeto nas escolas do

[01:52:51] futuro que chama Goiás Mundo Afora. E

[01:52:55] esse projeto tem conseguido eh

[01:52:59] trazer o adolescente, porque é um

[01:53:02] projeto para jovens e adolescente para

[01:53:07] para dentro da escola de uma forma mais

[01:53:09] intensa. Que que é esse projeto? A gente

[01:53:13] eh trabalha eh o inglês com eles, porque

[01:53:17] as tecnologias e a arte depende muito do

[01:53:20] inglês. Então ele faz o Tofel, faz a

[01:53:23] trilha do Tofel. faz o TOFA e os alunos

[01:53:28] melhores rankeados

[01:53:30] ficam, eles ganham eh uma imersão

[01:53:34] fora do Brasil, com tudo pago pelo

[01:53:36] governo do estado de 30 dias. Então este

[01:53:40] nós estamos agora preparando para levar

[01:53:42] 200 alunos. Tão indo 100 alunos pro

[01:53:45] Reino Unido, que são os alunos menores

[01:53:46] de idade, vão ficar em duas

[01:53:48] universidades, vão fazer uma imersão no

[01:53:50] inglês e em tecnologia.

[01:53:53] 80 alunos, que são os maiores de idade,

[01:53:55] estão indo para a Austrália. Eles vão

[01:53:59] também fazer a mesma coisa, uma imersão

[01:54:00] no inglês e uma imersão em tecnologia. E

[01:54:03] aí vem o diferencial que eu acho que é o

[01:54:06] mais bacana disso tudo, porque antes

[01:54:08] esse esse projeto era feito para os

[01:54:10] alunos, mas este ano foram abriu uma um

[01:54:15] o mesmo projeto para os professores.

[01:54:18] Então estão indo hoje 20 professores vão

[01:54:21] fazer uma imersão em inglês e em

[01:54:24] metodologias ativas em Singapura.

[01:54:28] E esses mesmos professores se

[01:54:30] inscreveram na no no mesmo processo,

[01:54:32] fizeram a trilha do Tofel, fizeram a

[01:54:34] prova do Tofel, então ganhou o Tofel,

[01:54:36] eh, ganhou a trilha inteira do Tofel e

[01:54:40] os 20 melhores ranqueados

[01:54:43] vão paraa Singapura ficar 30 dias por

[01:54:46] conta do estado para fazer essa imersão

[01:54:51] num dos maiores centros de educação

[01:54:53] técnico profissionalizantes do mundo,

[01:54:55] que é a Singapura, vivenciando

[01:54:57] as políticas que o governo quer trazer

[01:55:01] pro estado de Goiás.

[01:55:06] >> Isso aí. Aí assim, aí você fala: "Ah, o

[01:55:10] problema que a gente tem com as escolas

[01:55:12] do futuro, olha elas são localizadas na

[01:55:14] periferia. Nós temos uma uma que é o

[01:55:17] Rass que é na periferia de Aparecida,

[01:55:19] temos na periferia de Goiânia, temos uma

[01:55:22] Mineiros, temos uma na periferia de

[01:55:24] Vaparaíso, temos outra em Santo Antônio

[01:55:26] de Descoberto, que também é a periferia.

[01:55:28] E aí desses meninos de Santo Antônio, 45

[01:55:32] meninos estão indo. Como é que isso

[01:55:34] aconteceu? Porque na primeira, na

[01:55:36] primeira leva foram só 30 alunos. Um dos

[01:55:40] alunos de Santo Antônio participou do

[01:55:42] processo e ele voltou com outra visão de

[01:55:45] mundo. Ele voltou tão entusiasmado e com

[01:55:48] outra visão de mundo que ele começou a

[01:55:49] ensinar inglês pros outros. E eles

[01:55:52] abriram, começaram um processo porque as

[01:55:54] escolas do futuro elas trabalham com

[01:55:56] tecnologia. Então eles começaram a

[01:55:58] desenvolver projetos, projetos para pro

[01:56:01] agro, que é bem da região deles. Então

[01:56:03] ele conseguiu a regimentar todos aqueles

[01:56:06] alunos e e virou um grande bloco. Hoje

[01:56:09] as escolas estão trabalhando com com

[01:56:11] muitos projetos. Então assim, quando o

[01:56:13] aluno eh ele envolve dentro da escola

[01:56:15] que ele vê que ele pode, porque a outra

[01:56:19] escola nossa do Bitencur, os alunos não

[01:56:21] tinha coragem de entrar na escola porque

[01:56:22] ele não achava que ele era digno da

[01:56:23] escola, porque ele olhava aquela

[01:56:25] fachada, ele achava que ela era

[01:56:26] particular. até ele descobrir que ela é

[01:56:29] uma escola pública, que é dele, que é

[01:56:31] para ele, que ele ganha uma bolsa para

[01:56:33] estudar lá e que ele pode fazer e

[01:56:35] desenvolver eh todo tipo de tecnologia

[01:56:38] lá dentro, que lá dentro tem todo tipo

[01:56:39] de laboratório que é dele, que é para

[01:56:41] ele. E aí começou a surgir os grandes

[01:56:44] projetos. Então, a gente tá com muitos

[01:56:45] projetos, estão ganhando campeonato no

[01:56:48] Brasil inteiro e estão participando de

[01:56:50] racatuns. E os meus também ganham

[01:56:53] campeonato do Brasil inteiro e no fora

[01:56:55] do Brasil. Então o quando eles começaram

[01:56:57] a entender que era deles e que eles

[01:57:03] podiam, eles começaram a movimentar

[01:57:06] dentro da própria comunidade deles. Isso

[01:57:09] tem feito muita diferença dentro das

[01:57:11] escolas do futuro.

[01:57:25] >> É, deixa eu deixa eu começar aqui e

[01:57:27] depois eu tento fechar nas outras falas.

[01:57:30] Eh, mas é um desafio essa questão do

[01:57:32] planejamento a nível de sistema e a

[01:57:35] execução que se dá em sala de aula,

[01:57:37] principalmente a execução na escola e

[01:57:39] execução em sala de aula. Eu te falo que

[01:57:43] no final das contas é lá na sala de aula

[01:57:45] que que vai, né, se efetivar e não dá

[01:57:49] não não existe outra forma de de você

[01:57:53] conseguir

[01:57:55] executar o planejamento que pode, né,

[01:57:58] precisa ser bem feito se você não tiver

[01:58:01] professores com essa capacidade, com

[01:58:04] essa formação.

[01:58:06] Porque como que você é efetiva uma

[01:58:08] justiça eh curricular do ponto de vista

[01:58:12] eh

[01:58:14] dos conteúdos? Porque a justiça

[01:58:16] curricular ela se efetiva diversas

[01:58:18] formas nas condições dentro da escola,

[01:58:20] mas vamos pensar lá no nos conteúdos.

[01:58:24] É com o professor conhecendo a turma e

[01:58:28] sabendo trabalhar as suas diferenças. Eu

[01:58:31] eu me lembrei, trabalhando esses

[01:58:34] materiais, eu me lembrei de um texto que

[01:58:36] eu nem usava ele com eh com com objetivo

[01:58:40] de tratar dessa questão curricular, mas

[01:58:41] eu pensei, encaixa perfeitamente, já tem

[01:58:44] algum tempo que eu li ele, mas é um um

[01:58:46] chama Joãozinho da Maré.

[01:58:49] Eh, e ele critica a questão do

[01:58:51] professor, do Joãozinho da Maré, que não

[01:58:53] entende nada que o professor fala em

[01:58:55] sala de aula, porque o Joãozinho da

[01:58:56] Maré, a realidade dele é outra. Então,

[01:58:58] tudo que o professor tá falando lá para

[01:59:00] ele não faz sentido. E aí no final das

[01:59:03] contas, eh, ele começa a questionar o

[01:59:06] professor e ele traz um monte de

[01:59:09] conhecimentos que é da realidade dele,

[01:59:12] que se o professor tivesse flexibilizado

[01:59:15] a forma como ele vai lidar com conteúdo

[01:59:18] de português, de matemática, qualquer

[01:59:20] professor que que vai lidar com aqueles

[01:59:22] conteúdos, no processo de

[01:59:24] contextualização das dos conteúdos,

[01:59:28] eh, o professor lá da da história do

[01:59:31] João da maré não teria passado até por

[01:59:34] uma situação constrangedora diante dele.

[01:59:37] Mas como que o professor tem condição de

[01:59:39] fazer isso? se ele tiver uma boa

[01:59:41] formação, principalmente

[01:59:44] eh,

[01:59:46] do do de de do que a gente chama na na

[01:59:49] formação de de eh didática, né, que é o

[01:59:53] professor que entende e sabe fazer uma

[01:59:55] transposição didática, que sabe

[01:59:57] organizar uma sequência didática, né,

[02:00:00] daquilo que ele tem que trabalhar na sua

[02:00:02] na sua disciplina. Então, primeiro, esse

[02:00:05] planejamento ele tem que ser muito bem

[02:00:06] articulado, muito bem feito do ponto de

[02:00:08] vista do sistema e só vai executar se

[02:00:10] você tiver focar na capacitação dos

[02:00:13] professores. Não, você não, a gente pode

[02:00:17] fazer pensar em todas as estratégias, se

[02:00:19] você não tiver bons professores lá na

[02:00:22] sala de aula, isso não vai se efetivar.

[02:00:26] Eh, quando você fala principalmente, né,

[02:00:29] da questão do dos jovens que muitas

[02:00:32] vezes eh tem muitas coisas e parece não

[02:00:36] tem muito mais acesso do que em outras

[02:00:39] épocas e principalmente das condições de

[02:00:42] estudo, bolsas e outras condições, né,

[02:00:46] transporte, eh,

[02:00:50] e, e não tem o mesmo interesse, né? Eh,

[02:00:53] existe algumas eh eh hipóteses para isso

[02:00:57] e até do ponto de vista do do da

[02:01:00] hipótese do ponto de vista do

[02:01:01] desenvolvimento dele, né? hipótes

[02:01:04] relacionadas, por exemplo, a à questão

[02:01:06] do desenvolvimento neurológico mesmo do

[02:01:09] adolescente.

[02:01:11] Eh, se a gente, né, for pensar o o jovem

[02:01:16] da nossa época, eh, a gente tinha

[02:01:21] condições muito, embora as condições não

[02:01:23] fossem boas, elas eram mais estáveis,

[02:01:27] era mais

[02:01:29] provável a gente ter uma perspectiva,

[02:01:32] mesmo que não fosse uma perspectiva

[02:01:34] muito elevada, mas era muito mais fácil

[02:01:37] os jovens traçar uma perspectiva de de

[02:01:40] futuro.

[02:01:43] Hoje nem os adultos conseguem traçar uma

[02:01:47] perspectiva de futuro segura,

[02:01:51] eh,

[02:01:53] em face da das inúmeras mudanças que têm

[02:01:55] acontecido muito rapidamente. Nós nós

[02:01:58] estamos em um contexto diferente. E se a

[02:02:01] gente pensar, o nosso cérebro, ele

[02:02:03] trabalha com estabilidade. O cérebro

[02:02:05] nosso, ele vai buscar sempre a

[02:02:06] estabilidade. A sobrevivência é a base

[02:02:09] do cérebro. Primeiro ele busca

[02:02:10] sobrevivência, depois você tem que lutar

[02:02:13] para ele buscar outras coisas. Por isso

[02:02:15] é que a gente gosta sempre do que é mais

[02:02:17] fácil, do que é mais e depois a gente

[02:02:20] busca o os acréscimos.

[02:02:23] Só que pra gente buscar esses

[02:02:25] acréscimos, a gente precisa de ter essa

[02:02:28] eh perspectiva.

[02:02:31] E tem um detalhe na questão que a gente

[02:02:33] precisa a, por isso é que é interessante

[02:02:35] a gente conhecer do desenvolvimento,

[02:02:38] porque o adolescente, embora eh ele já

[02:02:42] esteja ali do ponto de vista do

[02:02:45] desenvolvimento e e às vezes mais no

[02:02:47] final do ensino médio, já a ali próximo

[02:02:50] à idade adulta, eh as funções

[02:02:54] executivas, né, do ponto de vista do

[02:02:57] cérebro, elas já estão se consolidando

[02:03:00] ali. ali. E qual que é a função, né, da

[02:03:04] das das funções executivas na nossa

[02:03:06] vida? É principalmente eh ser capaz de

[02:03:09] resolver problemas, de traçar eh eh

[02:03:12] planejamento, de no caminho da execução

[02:03:15] desse planejamento eu decidi o que que é

[02:03:18] certo, o que que é errado. Não deu

[02:03:19] certo, por que caminho eu volto, eu

[02:03:22] tenho que tomar uma decisão, o que que

[02:03:23] eu faço? as funções executivas fazem

[02:03:25] isso e e o adolescente ele ainda não tem

[02:03:28] isso consolidado.

[02:03:31] Se nós adulto às vezes temos dificuldade

[02:03:34] em em muitas vezes trabalhar a longo

[02:03:36] prazo, imagina o adolescente,

[02:03:40] porque as funções nossas executivas,

[02:03:41] elas sempre tão eh eh

[02:03:45] em questão de planejamento,

[02:03:47] eh às vezes a gente tem dificuldade

[02:03:49] lidar com o planejamento a longo prazo.

[02:03:52] Por isso é que quando o adolescente eh

[02:03:55] você estabelece um planejamento a mais

[02:03:57] curto prazo e um planejamento aonde ele

[02:04:00] vê perspectiva. E aí o exemplo que você

[02:04:03] dá eh da Escola do Futuro, essa por que

[02:04:06] que ele tem engajamento?

[02:04:08] Eh, é porque ele vê uma perspectiva ali

[02:04:11] e isso é um espaço enquanto ele tá

[02:04:14] estudando, porque a gente tá querendo

[02:04:17] convencer o os alunos de que ele vai

[02:04:19] estudar para daqui 10, 15 anos. Ele

[02:04:23] ele não consegue traçar essa

[02:04:25] perspectiva, por mais que ele pensa,

[02:04:27] não, daqui 10 anos eu quero estar. Isso

[02:04:29] não é traçar a perspectiva, pensar

[02:04:30] assim, daqui 10 anos eu quero ter

[02:04:32] terminado a faculdade. Isso não é

[02:04:33] traçar, isso é só pensar um ponto lá na

[02:04:35] frente, mas como que eu vou fazer para

[02:04:37] chegar? Quais as estratégias?

[02:04:40] Então eu eu penso que e e essa inclusive

[02:04:43] uma uma questão curricular que está

[02:04:45] prevista lá na na na nas diretrizes,

[02:04:48] essa questão do projeto de vida.

[02:04:52] Nós é é uma questão de maturidade mesmo

[02:04:56] que às vezes a gente tá querendo exigir

[02:04:58] do do adolescente que tá no ensino médio

[02:05:03] uma maturidade para dar resposta de algo

[02:05:06] que nem nós que já estamos maduros às

[02:05:08] vezes a gente tem dificuldade.

[02:05:10] Então esse envolvimento, nós precisamos

[02:05:13] pensar

[02:05:14] que nós temos que usar outras

[02:05:16] estratégias para envolver o os

[02:05:18] adolescentes e criar essa e essas

[02:05:21] expectativas.

[02:05:23] Eh, e aí eu eh eh usando o exemplo, eu

[02:05:26] penso que tem que ser estratégias dentro

[02:05:28] da própria escola, não essas estratégias

[02:05:31] onde a gente estabelece 5 anos, 10 anos,

[02:05:34] 15 anos para ele estudar. o ele precisa

[02:05:38] de eh nós às vezes somos imediatistas.

[02:05:42] Eu falo que eh eu costumo brincar eh eh

[02:05:46] quando eu entro na licenciatura, eles

[02:05:48] ficam naquela ansiedade para concluir:

[02:05:50] "Gente, calma, vocês são novos, é

[02:05:52] normal. Eu eu eu até meus 10 anos gastei

[02:05:55] 10 anos para passar pelos 10 anos. dos

[02:05:59] 10 aos 18, eu devo ter gastado uns 15

[02:06:02] para para para chegar do do dos 10 mais

[02:06:06] 8 anos. Eu falei assim, depois que eu

[02:06:08] cheguei aos 20,

[02:06:10] dos 20 aos 30 acho que gastou cinco. Eu

[02:06:13] falei: "Agora parece que 10 anos, é 2

[02:06:16] anos já passou 10 anos". Eu falei:

[02:06:17] "Então, calma". Falei: "Vocês t que

[02:06:20] aprender que vocês têm 4 anos. façam bem

[02:06:22] feito e não adianta vocês querer pensar

[02:06:25] e e já ficar naquela querendo resultado

[02:06:27] de imediato. Então é é comum do

[02:06:30] adolescente, do da pessoa quanto mais

[02:06:32] jovens, mais rápido a gente quer os

[02:06:34] resultados.

[02:06:36] Então, eh, eu acho que a gente precisa,

[02:06:38] né, a eh trabalhar isso com eles.

[02:06:42] Eu esqueci a a

[02:06:45] o

[02:06:46] a fala sua foi na questão do

[02:06:49] >> da cobrança que a gente tem da da parte

[02:06:52] da da secretaria, da questão dos

[02:06:55] acessos, mas sem levar em consideração a

[02:06:58] questão da da realidade das unidades.

[02:07:01] Ah, e você colocou uma questão que

[02:07:03] assim, é, não dá, gente. E se o próprio

[02:07:06] sistema e já estabelece estratégia que

[02:07:09] vai contra isso aí fica difícil, porque

[02:07:12] ranquear, nós já tivemos em outra época

[02:07:15] os ranqueamentos nas escolas aí que

[02:07:18] outro dia ainda vi uma placa virgem, mas

[02:07:19] por que que arrancaram essa placa deb

[02:07:21] ainda da porta da escola, né?

[02:07:24] Eh, porque se o próprio sistema já vem

[02:07:27] com essa estratégia, fica difícil você

[02:07:30] dentro da escola, né? Eh, como foi

[02:07:32] colocado aqui pela Lívia, a gestão da

[02:07:36] escola, ela não tem autonomia

[02:07:39] eh para para

[02:07:42] essa autonomia, ela é relativa.

[02:07:45] É, então assim, é igual a a questão que

[02:07:48] foi colocada, a luta vai ser maior, é

[02:07:51] igual a o

[02:07:53] desafio acaba sendo maior, porque se a

[02:07:57] gente não tiver o apoio, é uma pena que

[02:07:59] a Lorena não tá aqui, mas assim, eu

[02:08:01] queria dizer isso, se a escola não tiver

[02:08:03] o apoio da gestão externa

[02:08:06] do sistema que pensa isso, eh a coisa

[02:08:11] não anda. Eh, eu não tenho experiência

[02:08:14] na na rede estadual, eu tenho

[02:08:16] experiência no IF. E assim, a

[02:08:18] experiência que eu tenho de gestão no IF

[02:08:21] é que nos momentos em que a gestão tem

[02:08:24] apoio, a gente consegue, com todas as

[02:08:27] dificuldades, a gente consegue avançar.

[02:08:30] Mas e assim, pelo menos na instituição

[02:08:33] que eu tô dos IFS, né, são situações

[02:08:37] diferentes, mas a a no IF Goiano, pelo

[02:08:42] menos desde a minha entrada, assim, a a

[02:08:44] gente tem tido certo apoio da da da

[02:08:48] gestão superior. Tem algumas coisas que

[02:08:51] às vezes a eh

[02:08:54] não anda pela forma como ela é eh

[02:08:57] colocada, né? Nós somos um uma

[02:09:01] instituição com 12 camp e às vezes tem

[02:09:06] estratégias que não são as mais

[02:09:08] adequadas quando tentam, por exemplo, do

[02:09:10] ponto de vista de ensino, estabelecer

[02:09:14] padrões para todos os camp. E aí a

[02:09:16] Simone já esteve à frente de um camp. Eu

[02:09:18] não tive na direção geral, mas como

[02:09:20] diretor de ensino a gente teve

[02:09:22] dificuldade, sempre teve dificuldade

[02:09:24] quando vem algo que é para todos o o os

[02:09:26] campos, para todos os cursos seguir. Eh,

[02:09:29] nós estamos com uma tarefa de fazer a

[02:09:32] reforma das licenciaturas, aonde foi

[02:09:35] estabelecido eh uma matriz de referência

[02:09:39] de todas eh eh no ensino médio também.

[02:09:43] Então assim, eh eh

[02:09:46] tem os lados positivos, mas eu vejo

[02:09:49] muito mais dificuldade para implementar

[02:09:51] isso do que o o aquilo que a gente tem

[02:09:54] de positivo nessa nessas referências. Aí

[02:09:58] todos os cursos têm que seguir aquela

[02:10:00] aquele parâmetro mínimo que se deixa a a

[02:10:05] o espaço de flexibilidade é muito

[02:10:07] pequeno. É o que a gente tem nas

[02:10:09] diretrizes curriculares. Se diz que as

[02:10:11] diretrizes curriculares são flexíveis,

[02:10:14] mas a escola tem quase zero. E aí a

[02:10:17] gente fala, tô falando da nacional, aí

[02:10:19] você vem com a estadual que tira mais um

[02:10:21] pouquinho dessa flexibilidade nacional.

[02:10:24] Aí sobra o que pra escola? sobre o que

[02:10:26] pro professor lá na sala de aula. Então,

[02:10:30] é muito difícil quando você tem essa

[02:10:33] essa,

[02:10:35] como se diz, o sistema trabalhando

[02:10:37] contra, né?

[02:10:41] >> Temos alguma participação, alguma

[02:10:43] pergunta dos polos? Tem,

[02:10:47] passa para ele lá.

[02:10:52] >> Sim, nós temos uma pergunta, doutora

[02:10:54] Elomar.

[02:10:56] Será que essa gestão para justiça

[02:10:57] escolar não passa por uma escuta antes

[02:11:00] da comunidade externa, uma escuta das

[02:11:03] demandas da comunidade escolar?

[02:11:06] O primeiro território não seria o

[02:11:09] próprio chão da escola? Será que a

[02:11:11] justiça curricular não está acompanhada

[02:11:14] de um olhar atento às políticas

[02:11:16] educacionais, tanto curricular como

[02:11:19] profissional? Essa foi a pergunta Pedro

[02:11:22] Alexandre lá de Porá.

[02:11:25] Tem tem mais um ainda.

[02:11:27] >> Pode. A segunda também sobre justiça

[02:11:30] curricular.

[02:11:32] [limpando a garganta]

[02:11:32] Eh, a justiça curricular e o

[02:11:34] planejamento da gestão escolar não passa

[02:11:36] pela escuta ativa e pelo aprendizado com

[02:11:38] outras realidades de gestão e incentivo

[02:11:42] à permanência, como como este mencionado

[02:11:45] pela colega gestora das escolas do

[02:11:47] futuro.

[02:11:49] Ah,

[02:11:50] >> ótimo, ótima, ótimas perguntas.

[02:11:54] Eh, Alexandre, eh,

[02:11:56] começa dentro da escola. Eh, agora eu

[02:12:00] entendo que a escola, as demandas da

[02:12:03] escola são as demandas da sociedade, do

[02:12:07] eh a gente não dá paraa gente pensar a

[02:12:09] comunidade escolar isolada da comunidade

[02:12:12] eh eh externa. Eh, porque quem está na

[02:12:16] na escola é o professor que faz parte

[02:12:18] dessa comunidade externa, é o gestor, é

[02:12:21] o aluno ou os alunos que fazem parte

[02:12:23] dessa realidade externa. Então, a as

[02:12:25] demandas da escola, se a gente for

[02:12:27] pensar as demandas da escola diferentes

[02:12:30] das demandas externas, a gente poderia

[02:12:33] separar do âmbito de de do âmbito eh

[02:12:37] político, né, do ponto de vista político

[02:12:40] e administrativo.

[02:12:42] Mas eh o que que é mais importante no

[02:12:45] meu eh entendimento, embora a gente

[02:12:48] tenha que cumprir a a questão política,

[02:12:51] administrativa, legal da das

[02:12:53] legislações, né? Mas quando a gente fala

[02:12:57] de justiça curricular, a gente tem uma

[02:12:59] legislação que tá dando amparo para que

[02:13:01] a gente busque na comunidade como um

[02:13:04] todo. Quando eu falo na comunidade como

[02:13:06] um todo, a escola está incluída.

[02:13:09] Eh, eu penso que a gente não pode

[02:13:11] separar, ficar pensando não, demanda da

[02:13:13] escola e demanda da comunidade externa.

[02:13:16] Eh, você colocou e como início, como

[02:13:19] ponto de partida.

[02:13:22] Eh, eu eu não sei porque se eu for

[02:13:24] levantar uma demanda na escola, uma

[02:13:27] demanda curricular

[02:13:29] eh de justiça, quando eu penso em em

[02:13:32] justiça curricular,

[02:13:34] eh essa demanda, mesmo que ela seja

[02:13:37] apresentada dentro da escola, eu entendo

[02:13:39] que ela acaba sendo uma demanda externa,

[02:13:42] porque aqueles alunos, aquele aquele

[02:13:45] todo o pessoal que está dentro da

[02:13:46] escola, ele faz parte de uma realidade

[02:13:48] externa.

[02:13:49] Então, no meu entendimento, não é

[02:13:51] interessante quando a gente fica

[02:13:53] separando ao que é da escola e o que é

[02:13:55] da da comunidade como um todo. Eu penso

[02:13:58] que a gente sempre que tem que pensar,

[02:14:00] posso posso até iniciar essa essa esse

[02:14:03] levantamento dentro da escola, mas não

[02:14:06] por ser um espaço eh separado, né?

[02:14:10] >> [limpando a garganta]

[02:14:10] >> E eu posso ampliar para, né, para pr pra

[02:14:12] comunidade geral como uma forma de

[02:14:17] diagnóstico,

[02:14:19] mas é apenas como como local de início,

[02:14:23] não como não como o espaço separado. E a

[02:14:26] segunda

[02:14:29] é relacionada também à justiça, né? Eh,

[02:14:37] eh, mas tem um outro ponto que ele

[02:14:39] colocou lá no

[02:14:41] a curricular o planejamento da da gestão

[02:14:45] escolar não sei subitativa e aprendizado

[02:14:49] com outras realidades.

[02:14:51] >> Ah, eh, o acréscimo era relacionado a

[02:14:53] outras realidades. Perfeito.

[02:14:57] Porque eh o a ideia principalmente do

[02:15:00] bem viver é de não isolamento das

[02:15:03] realidades.

[02:15:05] Eh, não só pensando na realidade isolada

[02:15:08] dos alunos, mas na realidade vamos

[02:15:10] pensar que uma escola ela tem uma

[02:15:13] realidade mais específica de

[02:15:14] determinados bairros, mas existe outras.

[02:15:17] Então, eh dentro de um mesmo território

[02:15:20] municipal, por exemplo, a gente tem

[02:15:22] diferentes realidades e diferentes

[02:15:24] experiências. Então, quando a gente tem

[02:15:27] aqui um exemplo dado pela colega que eh

[02:15:30] da escola eh

[02:15:32] em que ela está, Brasileu França, né,

[02:15:35] que é a escola do do futuro, eh é

[02:15:38] interessante ouvir as experiências

[02:15:40] deles. Então, é interessante ouvir a

[02:15:43] experiência de uma escola, de um outro

[02:15:45] município, né? Eh, dentro do próprio

[02:15:48] município, a gente pode ter experiências

[02:15:51] eh diferentes, embora o planejamento

[02:15:53] seja igual, igual a colega coloca aqui a

[02:15:56] nível de sistema, mas a implementação é

[02:15:59] diferente. A gente, na gestão a gente

[02:16:01] discute um tema chamado cultura

[02:16:04] organizacional da escola.

[02:16:07] Eh,

[02:16:09] e e a e e mostra isso. Cada escola na

[02:16:13] sua implementação é diferente da da de

[02:16:15] um planejamento por por causa da sua

[02:16:18] cultura, por causa das experiências que

[02:16:20] estão ali que são diferentes. Então,

[02:16:22] excelente. Eh, precisa haver essa essa

[02:16:26] comunicação entre esse diálogo, entre

[02:16:29] outras realidades,

[02:16:33] >> não? Eh, é isso, né? E e essa força, só

[02:16:38] lembrando aqui o texto, né? É de dentro

[02:16:40] para fora, porque a realidade, cada

[02:16:42] realidade tem a sua especificidade,

[02:16:45] né? A a sua, a a sua experiência,

[02:16:50] o seu campo ali, né, de de objetivos,

[02:16:54] a sua forma de lidar. E aí é no diálogo

[02:16:58] com todos que fazem parte, mesmo sendo

[02:17:00] externo, né, as pessoas,

[02:17:03] mas dentro dali da escola, elas fazem

[02:17:06] parte daquele lugar, elas se sentem

[02:17:09] como integrantes daquilo, daquela escola

[02:17:13] e ali eles vão contribuir também de

[02:17:15] alguma forma para aquilo aconteça.

[02:17:19] E aí, só fechando aqui a questão que

[02:17:22] você falou, né? Porque às vezes dentro

[02:17:23] da sala de aula, eh, o professor ali

[02:17:26] também ele tem certa autonomia de

[02:17:29] trabalho também. Então essa é a

[02:17:31] contradição. Bacana é isso, né? Por mais

[02:17:33] que a gente tenha, né? Ela falou: "Ah,

[02:17:36] lá na escola tem esses problemas e os

[02:17:38] problemas, nossa, tem

[02:17:41] quem a gente tem que prestar conta para

[02:17:43] tal, para tal, para tal". Mas por outro

[02:17:45] lado também tem toda uma reorganização,

[02:17:50] um uma visão de de futuro, uma

[02:17:52] implementação que outras escolas ainda

[02:17:54] não possuem. Então vejam como é a

[02:17:55] contradição. Então a gente tem que tá

[02:17:57] sempre também buscando um olhar à frente

[02:18:00] e avançando também, porque essa utopia e

[02:18:04] como o texto também traz, né, essa

[02:18:06] realidade aí ela pode se tornando e aí é

[02:18:08] um processo

[02:18:11] melhorando em em outros pontos, né? É

[02:18:14] isso. Obrigado, gente. Aia

[02:18:18] comentar ela e aí a gente encerra pr os

[02:18:20] professores comentarem da da atividade.

[02:18:23] É tão rico que tava até na

[02:18:26] [limpando a garganta] hora do jogo.

[02:18:28] [risadas]

[02:18:32] >> É assim que

[02:18:35] >> na verdade é mais um comentário que uma

[02:18:38] própria pergunta. Eu peguei um pouquinho

[02:18:41] aqui de cada. Eh,

[02:18:44] a colega ali falou assim que

[02:18:47] tudo tá tão bom e parece que nós não

[02:18:50] vemos o resultado e o interesse do

[02:18:54] aluno. Na verdade, nós vivemos em uma

[02:18:56] sociedade que

[02:19:01] nós temos alunos de todas as formas.

[02:19:05] Eh, eu tenho o aluno que ele mora ali na

[02:19:09] Aldeia do Vale, mas estuda numa escola

[02:19:11] pública. E eu também tenho um aluno que

[02:19:14] ele mora ali na periferia do do

[02:19:16] Guanabara.

[02:19:19] Eu tenho o aluno que ele tem uma família

[02:19:21] que se preocupa com a aprendizagem dele,

[02:19:23] que acompanha, que você liga e ele vai

[02:19:25] lá. E eu também tenho aquele aluno que

[02:19:28] ele foi pego ali por uma família que tem

[02:19:31] uma condição razoável, mas para eles vir

[02:19:35] para estudar, mas na verdade eh esse

[02:19:39] aluno ele ele essa criança, ele é usado

[02:19:42] como funcionário daquela família.

[02:19:46] Infelizmente nós vivemos de uma

[02:19:47] sociedade que ainda tem aquele, você não

[02:19:51] conhece ninguém que tá precisando

[02:19:53] estudar, que mora lá no Nordeste, quer

[02:19:56] vir, quer estudar?

[02:19:58] Infelizmente nós ainda temos muito

[02:20:01] disso.

[02:20:03] Eh, eu penso eh a colega que falou da

[02:20:07] questão do processo seletivo, mesmo ela

[02:20:09] sendo servidora efetiva, eu vejo que nós

[02:20:12] ainda temos muitos gestores ruins

[02:20:17] e que esse é um ponto muito positivo de

[02:20:20] ter um processo seletivo. E eu acredito

[02:20:22] que você só consegue dar conta dos seus

[02:20:25] mais de 4.000 do alunos, porque a sua

[02:20:27] gestão é uma gestão democrática.

[02:20:30] Aí o seu coordenador tá aqui, ele vai

[02:20:32] poder falar que é porque nenhum gestor

[02:20:35] que não tem, que ele não saiba delegar

[02:20:38] função, que ele não saiba dividir as

[02:20:41] tarefas, nenhum gestor que ele não tenha

[02:20:45] que ele tem medo de de desagradar,

[02:20:50] que essa é uma função do gestor,

[02:20:54] ele não vai dar conta. Ele só vai dar

[02:20:56] conta se ele for um gestor que

[02:20:58] compartilha a função, se ele for um

[02:21:00] gestor que não tem medo de desagradar.

[02:21:03] Então esse de fato vai ser o gestor que

[02:21:06] ele vai ficar ali por anos numa escola

[02:21:09] que eu acredito que todos aqui vão

[02:21:12] concordar comigo. É uma escola de

[02:21:14] sucesso, é uma escola que ela vem se

[02:21:20] reinventando a cada a cada ano e ela vem

[02:21:24] mostrar mostrando um trabalho de fato

[02:21:27] que é muito bom.

[02:21:30] Eh, [roncando]

[02:21:30] e acredito que seja por isso, porque

[02:21:33] você faz uma gestão que é democrática

[02:21:36] e nós estamos em uma rede que não tem

[02:21:40] essa política de gestão democrática,

[02:21:43] infelizmente,

[02:21:44] e que não trata o aluno tem eh na última

[02:21:48] aula, eu até usei uma frase que é da

[02:21:51] ministra Carmen Lúcia, que ela fala que

[02:21:53] a verdadeira justiça exige tratar

[02:21:56] igualmente os iguais e desigualmente

[02:21:58] desiguais na exata medida de suas

[02:22:02] desigualdades.

[02:22:04] Não adianta eu querer que o meu aluno

[02:22:08] que tem uma família OK, que tá tudo

[02:22:11] certinho ali, que ele tenha o mesmo

[02:22:15] resultado que aquele outro aluno que não

[02:22:17] tem. E aí nós temos gestores que vão vão

[02:22:20] chegar para você e vão falar bem assim,

[02:22:22] ó. Eh, aluna X tá faltando com muita

[02:22:26] frequência, pede paraa mãe pegar a

[02:22:28] transferência,

[02:22:31] porque isso influencia em na

[02:22:34] gratificação que recebo enquanto

[02:22:36] gestora,

[02:22:38] sem nem saber o por que aquele aluno ali

[02:22:41] falta,

[02:22:44] sem resguardar o direito, por exemplo,

[02:22:46] da aluna que é gestante,

[02:22:49] sem resguardar o direito daquele aluno

[02:22:52] que ele ele tem algum problema de saúde

[02:22:55] e que precisa eh pegar uma atividade na

[02:22:58] escola, estudar de casa. Então, muitas

[02:23:01] vezes o direito do aluno ele não tá

[02:23:03] sendo resguardado e que é garantido por

[02:23:06] lei.

[02:23:07] Nós ainda temos gestores que eles não

[02:23:09] têm o conhecimento legal. Infelizmente

[02:23:12] temos gestores que não sabem ligar um

[02:23:14] computador.

[02:23:16] E eu tenho certeza que aqui nessa sala

[02:23:18] tem gente que conhece.

[02:23:22] Infelizmente, nós ainda temos gestores

[02:23:24] muito ruins trabalhando

[02:23:27] e numa posição que

[02:23:32] ele não tem competência para est,

[02:23:37] né? Infelizmente.

[02:23:40] Obrigada.

[02:23:45] Eu queria agradecer imensamente por essa

[02:23:47] manhã muito rica.

[02:23:49] Não poderia terminar

[02:23:52] com duas coisas. Primeiro, apresentar e

[02:23:54] agradecer as pessoas que fizeram parte

[02:23:56] dessa organização

[02:23:58] antes dos professores falarem da

[02:24:00] atividade e pedir uma foto aqui no palco

[02:24:02] com todo mundo, né? E lá fora, do lado

[02:24:06] do café eu deixei a listinha para vocês

[02:24:08] ensinarem a frequência, por favor. Então

[02:24:11] eu quero agradecer imensamente o

[02:24:13] Mariosan, inclusive ele está aqui porque

[02:24:17] realmente ele acredita na educação, né,

[02:24:19] Maria? [risadas]

[02:24:21] Porque dia de sábado não é dia de

[02:24:23] trabalho deles, então ele fez uma

[02:24:26] jogadinha para estar aqui, nos dar

[02:24:27] suporte. Agradeço imensamente

[02:24:30] a Ana Maria, que eh esse essa equipe

[02:24:34] entrou até em 30 dias, então Ana Maria é

[02:24:36] supervisora dos tutores, o Vittor cuida

[02:24:39] da parte pedagógica e nós temos a

[02:24:41] Jaqueline Medrado que cuida do design.

[02:24:44] Se vocês observarem as duas últimas

[02:24:46] salas, ela está mais explicadinha, mais

[02:24:49] organizadinha, bonitinha, porque a gente

[02:24:51] não tinha pessoa que fazia essa parte,

[02:24:53] agora nós temos. Então, agradecer

[02:24:55] imensamente aos tutores que tiveram aqui

[02:24:57] para acompanhar, para dar suporte

[02:25:00] e dizer que não podemos desistir da

[02:25:02] educação. Por mais que esteja ruim, a

[02:25:05] gente não pode desacreditar de forma

[02:25:06] nenhuma. Realmente nós temos muitos

[02:25:08] gestores ruins porque eles acreditam que

[02:25:11] a democracia é a palavra deles. Façam

[02:25:14] assim, vamos alcançar esses índices.

[02:25:16] Nossa realidade é um pouco diferente

[02:25:18] porque a gente não tem essa cobrança,

[02:25:20] mas outras cobranças existem e a

[02:25:23] diversidade também na nossa realidade

[02:25:26] ela é imensa.

[02:25:29] Então, eu tenho alunos da mesma, alguns

[02:25:31] querem continuar estudando porque tem as

[02:25:34] políticas de auxílio ao estudante.

[02:25:37] Outros já pensam assim: "Eu preciso

[02:25:39] terminar o ensino médio e trabalhar. Eu

[02:25:40] tenho medo de não virar ninguém na

[02:25:42] vida". Sabe? Dói tanto quando um aluno

[02:25:46] seu fala: "Eu não vou continuar

[02:25:47] estudando porque eu preciso trabalhar,

[02:25:49] porque eu tenho que virar alguém na

[02:25:51] vida". Então é a realidade brasileira

[02:25:53] que a gente faça nossa parte da melhor

[02:25:56] forma possível. Então,

[02:25:59] dá uma pincelada nas atividades. Nós

[02:26:01] tínhamos separado o momento para vocês

[02:26:03] se organizarem em grupo e fazer um

[02:26:05] esboço dessa atividade. Não vai dar

[02:26:07] tempo. Então eles vão explicar.

[02:26:10] Vamos socializar o cafezinho que senão

[02:26:11] vai sobrar e eu vou congelar pro próximo

[02:26:13] encontro. Se vocês não comerem, vou

[02:26:16] guardar pro próximo. Então vocês façam

[02:26:19] favor, tá? E após a fala deles pra gente

[02:26:23] tirar uma foto para encerrar.

[02:26:28] pessoal. Eh, então a primeira, só para

[02:26:31] não esquecer, eu falei no acho eu,

[02:26:34] Alívia, [roncando][limpando a garganta]

[02:26:35] falamos no último eh no último encontro

[02:26:37] que nós tivemos, né, foi juntos eh dessa

[02:26:41] disciplina.

[02:26:43] Eh, primeiro, como não vai dar para

[02:26:44] fazer a atividade aqui, então eh pode

[02:26:49] ser feita em duplas, mas precisa ser do

[02:26:51] mesmo polo, tá? Eh, porque senão eh os

[02:26:56] tutores não têm acesso depois à

[02:26:59] atividade de um ou outro, tá? O o

[02:27:04] >> é ah, um detalhe, mesmo sendo em dupla,

[02:27:07] vocês vão fazer uma atividade só, mas

[02:27:09] cada um posta na sua na sua eh mesmo

[02:27:13] fazendo juntos, cada um tem que postar a

[02:27:14] mesma atividade eh na sua página, tá?

[02:27:18] Essa dupla pode ser de polo diferente,

[02:27:22] >> não. O polo do mesmo polo por causa das

[02:27:25] correções do do tutor. Por exemplo, se

[02:27:27] você fizer eh uma atividade com com

[02:27:31] outro,

[02:27:33] o o o outro tutor não vai ter a acesso à

[02:27:37] sua atividade, tá?

[02:27:42] Mas acontece o seguinte, se você faz

[02:27:44] dupla e cai lá para Lara, a Lara vai

[02:27:47] corrigir do cursist daquele polo que ela

[02:27:50] atua.

[02:27:51] >> Então, mas aí

[02:27:52] >> do outro que não é, aí o que que ela

[02:27:54] teria, eles teriam que fazer?

[02:27:56] reuni entre eles achar todos os

[02:27:57] documentos e fazer divisão.

[02:27:59] >> Mas agora ele tá falando uma questão,

[02:28:01] eh, só que ele também vai postar no

[02:28:03] dele. O dele vouar no meu e ela vaiar no

[02:28:07] >> não. Eh, eh, mas é, mas aí é, mas aí é

[02:28:11] só para só para não correr o risco o

[02:28:13] seguinte, nota diferente, as

[02:28:16] contradições na hora de de você

[02:28:18] entendeu? É, é, é eh eh nesse, nesse

[02:28:20] sentido

[02:28:22] que não fica

[02:28:24] eh embora a chave de resposta seja a

[02:28:26] mesma para todos, é uma atividade

[02:28:29] subjetiva, né? Então, eh, vocês vão

[02:28:31] elaborar,

[02:28:33] eh, a partir vocês têm um vídeo lá para

[02:28:35] ver, tem os conteúdos, eh, da mesma

[02:28:38] forma tem os conteúdos da da Lívia e,

[02:28:43] eh, vocês vão, baseado na nossa fala

[02:28:48] aqui que foi em cima dos nossos

[02:28:49] conteúdos, vocês vão fazer um mapa

[02:28:52] mental.

[02:28:54] Eh, então vocês vão tentar articular a

[02:28:57] nossa fala aqui, né, eh, eh,

[02:29:01] da da disciplina de gestão com a

[02:29:03] disciplina de justiça curricular e fazer

[02:29:06] o mapa mental. Eh, eu eu mandei um um

[02:29:12] modelo de mapa mental, acho que vocês

[02:29:14] tiveram acesso.

[02:29:16] Aquele dia eu mostrei e depois eu mandei

[02:29:18] para os tutores. OK. Aquil lá é um

[02:29:22] exemplo. Aquil lá, inclusive, eu falei,

[02:29:23] aquil lá é um exemplo das de um mapa

[02:29:25] mental mais simples por causa do do eh

[02:29:28] do espaço lá na hora de apresentação das

[02:29:31] diretrizes curriculares de forma geral.

[02:29:34] Aí a ideia é vocês fazer um eh baseado

[02:29:37] na justiça curricular, né, na na fala

[02:29:39] nossa aqui hoje eh e gestão eh escolar,

[02:29:43] tá?

[02:29:46] >> A gente tá chamando também de A gente tá

[02:29:48] chamando lá de mosaico, né? coletivo,

[02:29:52] mas é é o mapa mental, é só para ficar

[02:29:55] mais bonitinho, né? Um mosaico significa

[02:29:58] que a gente tá eh a gente tá

[02:30:01] compartilhando ideias

[02:30:03] e é isso. A partir disso, você vai

[02:30:07] montar ali as ideias, pegando os pontos,

[02:30:09] né? Eh, pode acrescentar também o que

[02:30:12] que você considera que seria o ideal

[02:30:15] dessa

[02:30:16] dessa perspectiva, né, curricular e e e

[02:30:20] de gestão da escola, tá?

[02:30:23] Nesse sentido,

[02:30:27] >> quero agradecer imensamente a você,

[02:30:30] Lívia, a você, Marlúcio, por ter

[02:30:32] deslocado e vir aqui e fazer um momento

[02:30:34] tão rico como este. Eu espero que o

[02:30:37] próximo também a gente consiga reunir. É

[02:30:39] muito bom conhecê-los pessoalmente.

[02:30:42] E sigamos, né? Obrigada.

[02:30:46] [aplausos]

[02:30:49] Gente, também quero agradecer a presença

[02:30:52] de todos vocês, agradecer aqui a

[02:30:54] oportunidade, né, junto com a Lívia,

[02:30:55] junto com a Simone, a Lorena, que esteve

[02:30:57] aqui mais cedo, a agradecer aí ao

[02:31:00] pessoal dos polos, né, que está

[02:31:03] participando aí, eh, participou com nós

[02:31:06] nesse dia e damos continuidade. Então,

[02:31:09] bom curso a todos.

[02:31:13] também agradecendo, gente. Obrigada,

[02:31:15] viu?

[02:31:17] [aplausos]

[02:31:24] Credo

[02:31:46] que cima

[02:31:49] autorizado

[02:32:17] Não

[02:32:23] conhecendo pessoalmente.

[02:32:31] >> Colocar no grupo. Vou pôr no grupo.

[02:32:51] [risadas]

[02:33:14] Cadê quem que é do Paulo conguna

[02:33:25] depois eu lei

[02:33:31] Aí eu acho a resposta não.

[02:33:37] >> Ela é elétrica.

[02:33:38] >> Vocês estão na mesma escola?

[02:33:40] >> Não,

[02:33:40] >> não. A gente mora na mesma cidade,

[02:33:42] Trindade, né? A gente, ela trabalha em

[02:33:45] Goiânia e eu trabalho em Trindade.

[02:33:48] Ela é doutora, eu sou coordenadora

[02:33:50] pedagógica.

[02:33:54] >> [risadas]

[02:33:56] >> que a gente se conhece há muito tempo.

[02:33:57] trabalhou na mesma escola

[02:34:04] a gente temidade já

[02:34:13] de novo.

[02:34:25] imagem

[02:34:31] aí a gente teste tá falando

[02:34:36] e aí E aí,

[02:34:39] eu posso
